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Líder com folga no Ibope, Covas recusa salto alto e não crava 2º turno

05 nov. 2020 - Bruno Covas (PSDB) participa de comício no Clube Atlético Juventus, na Mooca, zona leste de São Paulo - YURI MURAKAMI/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
05 nov. 2020 - Bruno Covas (PSDB) participa de comício no Clube Atlético Juventus, na Mooca, zona leste de São Paulo Imagem: YURI MURAKAMI/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Felipe Pereira

Do UOL, em São Paulo

09/11/2020 20h16Atualizada em 09/11/2020 20h52

Candidato à reeleição em São Paulo, o prefeito Bruno Covas (PSDB) chegou hoje a um evento de campanha na Vila Leopoldina como líder na pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira. Com 32%, está bem à frente dos segundos colocados Guilherme Boulos (PSOL), Celso Russomanno (Republicanos) e Márcio França (PSB), empatados tecnicamente com, respectivamente, 13%, 12% e 10%.

Eu me vejo disputando a eleição no domingo. É o eleitor que vai dizer quem vai e quem não vai para o segundo turno."
Bruno Covas, prefeito de São Paulo

Covas está à frente nas pesquisas há algumas semanas e, em todas as ocasiões, repetiu que recebe o resultado com "alegria e humildade".

Desta vez, cresceu de 26% para 32%, acima da margem de erro de 3%.

Foco na cidade

O prefeito atribuiu o resultado à aprovação de seu governo.

"A população aproveitou este momento para conhecer um pouco mais tudo aquilo que nós fizemos durante estes dois anos e meio em que fui prefeito da cidade de São Paulo. A gente pode falar um pouco mais sobre as realizações na educação, na saúde, o que fez aumentar a aprovação do governo e fez aumentar a intenção de voto".

O prefeito disse ainda que tem melhores resultados por não fazer da disputa um "terceiro turno de 2018" e nem uma antecipação da eleição presidencial.

São menções indiretas a adversários. Quando fala terceiro turno, se refere ao candidato Márcio França, que perdeu para João Doria (PSDB) a eleição para o governo do estado.

Quando diz "uma prévia da eleição presidencial" é uma citação indireta a Celso Russomanno, que é apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Covas disse que tratar da eleição municipal como algo de interesse da cidade é respeitar o eleitor.

Covas repete discurso que rendeu liderança

No evento da noite desta segunda-feira, Covas falou o que vem dizendo desde o começo da propaganda no rádio e na TV. Mencionou as dificuldades enfrentadas no cargo como viaduto caindo, o prédio do Largo do Paiçandu que pegou fogo e a pandemia de covid-19.

Mencionar essas dificuldades é parte de um cálculo estratégico porque o candidato a reeleição afirma que os adversários vendem promessas e ele vende resultados. Como ocorreu em outras ocasiões, Covas citou também que enfrentou um câncer em fase de metástase.

Ele terminou o discurso lembrando que domingo é a data da eleição. Pediu votos e empenho nos últimos dias de primeiro turno e declarou que espera estar comemorando do domingo à noite.