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Justiça eleitoral ordena inquérito contra Russomanno por acusações a Boulos

10 nov. 2020 - Celso Russomanno (Republicanos) e Guilherme Boulos (Psol) em debate do jornal O Estado de S. Paulo - WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO
10 nov. 2020 - Celso Russomanno (Republicanos) e Guilherme Boulos (Psol) em debate do jornal O Estado de S. Paulo Imagem: WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

11/11/2020 14h36Atualizada em 11/11/2020 17h32

A Justiça Eleitoral ordenou a abertura de uma investigação contra o candidato à Prefeitura de São Paulo Celso Russomanno (Republicanos) por supostas fake news envolvendo o adversário Guilherme Boulos (PSOL).

A decisão, proferida na segunda-feira (9) pelo juiz eleitoral Emílio Migliano Neto, acata pedido feito pela campanha de Boulos, que acionou o MPE (Ministério Público Eleitoral) alegando que o candidato foi alvo de calúnias de Russomanno em sua propaganda eleitoral no rádio, na televisão e nas redes sociais.

O MPE, por sua vez, recomendou que a Polícia Federal instaurasse um inquérito para investigar o caso. O juiz aceitou a recomendação e determinou a abertura do inquérito e deu prazo inicial de 30 dias para providências e diligências cabíveis.

Na ação, a campanha de Boulos diz que Russomanno propagou fake news a respeito do adversário ao insinuar que ele invade domicílio e cobra aluguel em ocupações irregulares.

Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Russomanno afirmava que Boulos cobrava aluguel dos ocupantes do edifício Wilton Paes de Almeida, no centro da capital paulista, que sofreu um incêndio e desabou em 2018.

A associação, no entanto, é falsa, conforme apuraram serviços de checagem de informação, entre eles o UOL Confere. À época, o prédio era irregularmente ocupado pelo MLSM (Movimento de Luta Social por Moradia), que não tem relação com o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), coordenado por Boulos.

O vídeo já foi retirado do ar a pedido da própria Justiça Eleitoral, que também concedeu direito de resposta a Boulos sobre o caso.

"Vamos fazer uma representação igual também contra o Boulos, porque ele que ofendeu Russomanno", rebateu o advogado da campanha do Republicano, Arthur Rollo. "A prova disso são os inúmeros direitos de resposta que a Justiça Eleitoral concedeu contra ele. Trata-se, quando muito, de retorsão."

Boulos acusa Russomanno de fake news em debate

Durante debate com os candidatos à Prefeitura de São Paulo realizado pelo UOL e pela Folha de S.Paulo na manhã de hoje, Boulos afirmou que Russomanno publicou fake news sobre acusação de suposta produtora fantasma.

Russomanno afirmou no debate que a campanha de Boulos pagou cerca de R$ 500 mil a "produtoras fantasmas". A acusação foi feita por Oswaldo Eustáquio, preso pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por espalhar notícias falsas.

Ao conhecer o autor da notícia após o debate, Boulos disse que ele pertence ao "gabinete do ódio", ligado à Presidência da República.