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Covas e Doria descartam lockdown em São Paulo

Do UOL, em São Paulo

30/11/2020 13h35Atualizada em 30/11/2020 15h10

Reeleito ontem, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), classificou como "inviável" realizar um lockdown na cidade em razão do novo coronavírus. Na mesma linha, o governador paulista, João Doria (PSDB), disse que não há perspectiva de adoção da medida, lembrando que ela não foi adotada nem na fase mais dura da pandemia.

"Muito difícil realizar lockdown numa cidade que tem 1.762 ruas, que ou de um lado é São Paulo e outro é uma cidade da grande São Paulo ou ela começa na Grande São Paulo e termina em outra cidade. É uma cidade conturbada, é inviável realizar um lockdown", justificou Covas, em entrevista à Globonews.

"Não há perspectiva de lockdown. Não usamos durante todos meses, desde março, quando tivemos primeiro caso, entendemos que ele não será aplicado", afirmou o governador durante coletiva de imprensa em que foi anunciado o recuo da quarentena para a fase amarela.

Covas disse que a administração municipal insistirá nas ações de conscientização e de limitação de horário e capacidade em estabelecimentos para controlar a covid-19. Dados divulgados ontem mostram que São Paulo registra 406.903 casos da doença e 14.394 mortes.

Segundo o prefeito reeleito, o sistema de saúde foi reforçado na cidade e os hospitais de campanha foram desativados porque oito novos hospitais foram entregues. "Aqui em São Paulo não tivemos nenhuma cena de médico escolhendo que vai ser intubado e quem não vai", disse.

Estado na fase amarela

Covas disse que nenhuma decisão foi pautada pelo calendário eleitoral e que o compromisso das autoridades é de agir conforme indica a ciência.

Hoje, um dia após as eleições, Doria anunciou que seis regiões do estado paulista regrediram para a fase amarela do Plano São Paulo, que coordena a adoção de medidas restritivas de controle da pandemia de covid-19. Com isso, todo o estado passa para a fase com mais restrições, incluindo a capital e regiões próximas dela.

"Em nenhum momento a gente se pautou por calendário eleitoral, até porque o mais fácil seria a prefeitura não ter participado desse tipo de discussão, exatamente porque esse é um tema que divide opiniões. Para a prefeitura seria muito mais fácil não ter se envolvido, mas a gente sempre se envolveu e sempre vai atuar aqui no município, de acordo com as orientações da vigilância sanitária. Sempre o nosso compromisso foi de seguir a ciência", afirmou.

Segundo o prefeito, não há espaço para discursos alarmistas, como um lockdown, mas também não há para discursos de que a pandemia acabou.

"As pessoas precisam ter em mente que os cuidados permanecem, é preciso evitar aglomeração, usar álcool gel e usar máscara", alertou.