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Paes descarta lockdown contra covid e diz que não faltam leitos no Rio

29.nov.2020 - Eduardo Paes discursa após ser eleito à prefeitura do Rio de Janeiro. - Reprodução/CNN
29.nov.2020 - Eduardo Paes discursa após ser eleito à prefeitura do Rio de Janeiro. Imagem: Reprodução/CNN

Do UOL, em São Paulo

30/11/2020 11h25

O prefeito eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), anunciou hoje algumas medidas que tomará com relação à pandemia do coronavírus, que vive um novo período de alta de casos na capital fluminense. Ele descartou impor um lockdown e afirmou que a cidade não tem "problemas de leitos".

"A princípio, descarto o lockdown. É preciso que tenhamos medidas do ponto de vista terapêutico. Não é possível que a população fique doente e não tenha um leito de hospital. O grande desafio é colocar a rede de saúde do município para funcionar. E claro, medidas como distanciamento social, uso de máscaras, e tentar conversar com as pessoas. Não adianta mandar as pessoas fazerem algo que elas não vão fazer. O lockdown me parece uma medida extrema e desnecessária", disse Paes em entrevista à Globo News.

Negou falta de leitos

Ele ainda apontou que o Rio não tem falta de leitos, mas sim muitos fechados, impedindo o atendimento aos doentes. "O Rio não tem problemas de leitos. O Rio tem nesse momento cerca de 1.400, 1.500 leitos nas redes municipal, federal e estadual. Não tem por que não reabrir esses leitos. Nesse momento o Hospital Ronaldo Gazolla tem cem leitos fechados. Não é possível a população procurando leitos e não ter leitos disponíveis", afirmou Paes.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio é a única que já tem definições: a pasta será comandada pelo médico sanitarista Daniel Soranz, que foi secretário de Paes no segundo mandato (2013 a 2016).

Como já havia declarado ontem, ele voltou a dizer que aposta na parceria com Bolsonaro para lidar com a pandemia. Ele pretende trazer entre 450 e 500 mil testes que estão com o governo federal para realizar mais testes na população. Sobre o apoio de Bolsonaro a Marcelo Crivella (Republicanos), derrotado por Paes no segundo turno, o prefeito eleito diz não acreditar que isso atrapalhe a relação.

"Não tive o apoio do presidente, ele apoiou o Crivella, mas a eleição acabou ontem. Vamos trabalhar com diálogo com o governo federal. O presidente Bolsonaro é do Rio, temos pessoas importantes em Brasília que são do Rio e o Rio precisa de ajuda. Agora é trabalhar em parceria".

Na entrevista, Paes se esquivou das perguntas sobre as eleições de 2022. O prefeito eleito afirmou que o DEM viu seu papel ampliado depois dos resultados de ontem e que espera que ACM Neto e Rodrigo Maia "conduzam o partido para ver se encontram um nome de consenso para ser candidato da República".