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Toledo: Padre Kelmon contamina debate e deixa programa com cara de farsa

Colaboração para o UOL

24/09/2022 20h51Atualizada em 24/09/2022 22h29

Na avaliação do colunista do UOL José Roberto de Toledo, o debate entre os presidenciáveis realizado hoje à noite causou uma sensação de "farsa". Para o jornalista, a presença do Padre Kelmon, candidato do PTB, é o principal motivo para essa impressão.

"Acho que a sensação geral do debate foi de farsa. Não só porque os candidatos não estavam muito à vontade, mas principalmente pela presença desse Kelmon, que diz que é padre, a Igreja Ortodoxa do Brasil não reconhece ele sendo parte dela. [...] Isso acho que deixou até os outros candidatos desconfortáveis", avaliou o colunista durante análise promovida pelo UOL após o debate.

Durante o debate, Kelmon elogiou e defendeu o presidente Jair Bolsonaro (PL), atuando como seu aliado no debate. Fez dobradinhas com o candidato à reeleição, inicialmente ao mencionar a perseguição religiosa no exterior e a necessidade de os cristãos se unirem nestas eleições. Bolsonaro cumprimentou-o pelo menos duas vezes no debate.

Kelmon é de um partido de um grande aliado de Bolsonaro, o ex-deputado condenado por corrupção Roberto Jefferson (PTB-RJ). O próprio Jefferson era candidato à Presidência, mas foi barrado pela Justiça pois foi considerado ficha-suja - ele foi condenado criminalmente no mensalão e foi preso.

Toledo: Bolsonaro se controlou com mulheres

Para Toledo, Bolsonaro se saiu melhor no debate de hoje, em comparação ao último confronto. "Claramente mudou a atitude dele em relação ao debate anterior. Mesmo quando perguntado por uma jornalista mulher, se controlou e não atacou, pelo menos com veemência. Acho que ele não perdeu porque não piorou a situação dele com o eleitorado feminino".

O jornalista também avaliou a ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Num circo desse tamanho com um palhaço [Padre Kelmon] desse tamanho ao lado, tenho dúvida do tamanho da perda. Se ele tivesse estado, ia apanhar de todo jeito. Acho que Lula não teria o que ganhar, nem indo nem faltando", disse.

Com dois eventos na cidade de São Paulo, o petista tem agenda lotada na reta final da campanha e avalia já ter falado com os públicos que acompanharão o programa.

Chico: Ausente, Lula teria aproveitado debate se agisse como no Ratinho

O colunista do UOL Chico Alves disse, durante análise promovida após o debate entre os presidenciáveis no SBT, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia ter se beneficiado indo ao programa, caso adotasse uma postura próxima a que manteve em entrevista ao Ratinho.

"O papel que Lula faria ali é de alvo. Se fosse o Lula do primeiro debate, em que parecia cansado, acho que ele iria perder. Se fosse o Lula do Ratinho, aí valeria a pena estar presente", avaliou o jornalista.

Chico Alves ressaltou que, independentemente de estratégia política, a presença dos candidatos fortalece a democracia. "Acho que, fora ele ganhar ou perder, para a democracia o ideal é que todos os candidatos mostrem suas ideias. Só que no debate, há muito tempo, não é para mostrar propostas. O eleitor esperar ver quem tem melhor estratégia para atacar o outro".

Sem Lula, Bolsonaro pauta o debate no SBT e vence discussão, diz cientista

Na avaliação da cientista política Tathiana Chicarino, o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, foi o vencedor do debate entre os presidenciáveis promovido no SBT na noite de hoje.

A professora afirmou, durante análise promovida pelo UOL após o debate, que a ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal adversário do atual mandatário, contribuiu para o desempenho positivo do candidato à reeleição.

"Quem foi o vencedor do debate foi o Bolsonaro. Não tinha o contraponto do Lula e deu o tom inicial da cristofobia, religião. Fez com que Tebet se posicionasse muito mais do que no outro debate, Ciro também. Todo mundo dizendo que é cristão", opinou a professora.

O Análise de Pesquisas vai ao ar sempre após a divulgação de pesquisas Ipec ou Datafolha para presidência da República e governos estaduais.

Quando: toda semana após divulgação de pesquisa Ipec ou Datafolha.

Onde assistir: Ao vivo na home UOL, UOL no YouTube e Facebook do UOL.

Veja a íntegra do programa: