Avião da Malásia não caiu em área de busca no Índico, diz relatório

Do UOL, em São Paulo

O avião da Malaysia Airlines --desaparecido em 8 de março com 239 pessoaso-- não caiu na região do oceano Índico onde foram registrados sons que as autoridades acreditavam que fossem das caixas pretas, informou nesta quinta-feira (29) o Centro de Coordenação Internacional de Buscas.

"Podemos afirmar que aquela região não é o local onde caiu o voo MH370", revela o comunicado.

O anúncio é o último passo atrás no que já é a mais longa missão de busca na história da aviação comercial. 

O comunicado ressalta que as buscas vão continuar, em três novas fases. Primeiro, todos os dados coletados serão revisados para então se definir uma nova zona de busca, com até 60 mil quilômetros quadrados ao longo do arco no sul no oceano Índico -- uma área bem mais ampla do que a definida anteriormente.

Em seguida, será feita uma pesquisa no solo do oceano na área definida.

A partir daí, serão requisitados os serviços especializados necessários para a busca nessa região.

A estimativa é que a busca submarina com o uso de robôs seja retomada apenas em agosto e que ela tenha uma duração de 12 meses.

"A busca submarina terá o objetivo de localizar a aeronave e quaisquer evidências (tais como destroços e caixas pretas) para ajudar a investigação malaia sobre o desaparecimento do MH370", afirma ainda o comunicado.

Buscas infrutíferas

Por cerca de dois meses, dezenas de navios e aviões de uma força tarefa multinacional realizaram buscas naquela região, sem encontrar nenhum detrito do avião. 

Até agoram as buscas submarinas foram realizadas com a ajuda do robô norte-americano Bluefin-21 com um custo estimado em US$ 40 mil (cerca de R$ 89,32 mil) por dia. O robô vasculhou por mais de 850 quiômetros quadrados de solo oceânico. 

Entenda como funcionam as caixas-pretas dos aviões

"Ontem, o Bluefin-21 completou sua última missão de busca nas áreas remanescentes nas imediações dos sinais acústicos detectados no início de abril", informa o comunicado. "Os dados coletados na missão de ontem foram analisados. Como resultado, a agência pode informar que nenhum sinal de destroços da aeronave foi encontrado pelo veículo submarino autônomo desde que este se juntou ao esforço de busca."

A área tinha sido definida a partir de cálculos feitos com os dados de satélites que os investigadores tinham, depois que o voo MH370 que saiu de Kuala Lumpur com direção a Pequim misteriosamente mudou de rota, por motivos ainda ignorados.

A declaração foi divulgada horas depois que um oficial da Marinha dos Estados Unidos disse à rede americana CNN que os sinais acústicos provavelmente vieram de alguma outra fonte artificial. 

"A nossa melhor teoria neste momento é que [os sinais detectados foram] provavelmente algum som produzido pelo navio ou pelo sistema eletrônico do próprio localizador", disse Michael Dean, vice-diretor de engenharia oceânica da Marinha americana, ontem à emissora.

Segundo ele, sempre que se coloca um equipamento eletrônico no mar há o temor de que a água entre no equipamento e começe a produzir som. 

Mais tarde, porém, a Marinha dos EUA se retratou e descreveu essa observação como "especulativa e prematura". (Com agências internacionais)

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