Quantos atentados foram cometidos nos EUA por pessoas dos países vetados por Trump? Nenhum

Do UOL, em São Paulo

A ordem executiva emitida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, proíbe a entrada de cidadãos de sete países de maioria da população muçulmana em território americano: Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen. A medida afirma que o banimento é necessário para evitar a entrada de terroristas no país.

Entretanto, a proibição não atinge pessoas de países de onde vieram os autores dos piores atentados terroristas em solo americano: o 11 de Setembro foi realizado por terroristas de nacionalidade majoritariamente saudita. 

Nenhuma pessoa com o status de refúgio nos EUA de qualquer nacionalidade está envolvida em qualquer ataque terrorista desde que a Lei de Refúgio de 1980 definiu os procedimentos para aceitar refugiados no país. Antes disso, três refugiados -- cubanos -- conseguiram perpetrar atentados no país.

Outro ponto importante é que os autores dos ataques terroristas recentes realizados nos EUA são americanos ou residentes permanentes de países que não estão incluídos na proibição de Trump.

San Bernardino

U.S. Customs and Border Protection via The New York Times

Ainda que o ataque na cidade da Califórnia tenha servido de inspiração para Trump definir o veto, nenhum dos terroristas teria sido afetado pela ordem executiva. Syed Rizwan Farook e sua mulher, Tashfeen Malik, mataram a tiros 14 pessoas. 

Farook, 28, era cidadão americano nascido em Chicago. Malik, 29, era nascida e criada no Paquistão e viveu também na Arábia Saudita. Ela chegou aos EUA com visto K-1, para cônjuges de americanos, e depois se tornou residente permanente. Paquistão e Arábia Saudita não estão incluídos no veto.

Explosões em Nova York e em Nova Jersey

Union County Prosecutor’s Office via AP

Ahmad Khan Rahami está preso e enfrenta uma série de acusações, incluindo uso de armas de destruição em massa e ataque com bomba a um local de uso público, por explosões em NY, onde 29 pessoas ficaram feridas, e em NJ, em 2016. 

Rahami nasceu no Afeganistão e chegou aos EUA em 1995, anos depois de seu pai, que entrou com pedido de asilo. Ele se naturalizou americano em 2011 e chegou a viajar nos últimos anos para o Afeganistão e o Paquistão --dois países que não são afetados pelo veto presidencial.

Orlando

Planet Pix/Zumapress/Xinhua

Omar Mateen, o homem que matou 49 pessoas a tiros em uma boate gay de Orlando, era cidadão americano e vivia na Flórida. Nasceu em Nova York e seus pais eram afegãos.

Sua viúva, Noor Salman, foi presa recentemente por suspeita de obstrução da Justiça e cumplicidade --ela nasceu na Califórnia, e seus pais eram palestinos que chegaram aos EUA em 1985.

O tiroteio na boate Pulse em 12 de junho de 2016 foi o pior ataque terrorista nos Estados Unidos desde 11 de setembro de 2001. O autor do massacre foi morto pelas forças de segurança.

Maratona de Boston

The Lowell Sun / Robin Young/AP
Tamerlan e Dzhokhar Tsarnaev

Tamerlan e Dzhokhar Tsarnaev, os irmãos autores do atentado contra a maratona de Boston em 2013, nasceram no Quirguistão. Seus pais nasceram na Chechênia. A família Tsarnaev chegou aos EUA quando Dzhokhar tinha 8 anos e conseguiram asilo político --o processo de asilo é distinto do pedido de refúgio.

Dzhokhar se naturalizou americano em setembro de 2012. Os irmãos colocaram duas bombas caseiras, feitas com panelas de pressão, perto da linha de chegada da prova de corrida de rua, cujas explosões provocaram três mortes e deixaram 264 feridos. 

Ele foi condenado à morte e segue detido em uma prisão federal no Colorado. Rússia e Quirguistão não estão na lista de países com cidadãos proibidos. 

Torres Gêmeas

Das 19 pessoas que sequestraram quatro aviões em 11 de setembro de 2001, 15 delas eram sauditas; dois cidadãos dos Emirados Árabes Unidos; um era egípcio e outro libanês -- Arábia Saudita, os Emirados, o Egito e o Líbano não estão na lista de Trump.

Relembre como foram os ataques de 11 de Setembro

 

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