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Internacional

Nos EUA, ministros de Bolsonaro buscam cooperações e atrair investidores

Luciana Amaral

Do UOL, em Washington

18/03/2019 04h00

Em agendas próprias, os sete ministros que acompanham o presidente Jair Bolsonaro (PSL) na visita oficial aos Estados Unidos buscam firmar cooperações e atrair investimentos em suas respectivas áreas junto aos americanos.

A comitiva chegou ontem à noite a Washington, capital do país, e se instalou em um hotel próximo à Casa Branca, sede do governo de Donald Trump. Bolsonaro e os assessores mais próximos estão hospedados na Blair House, casa usada para recepcionar convidados do presidente dos Estados Unidos.

Os ministros que integram a comitiva são Paulo Guedes (Economia), Sergio Moro (Justiça), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Tereza Cristina (Agricultura), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

Ontem, após a chegada, a maioria dos ministros teve como único compromisso o jantar com Bolsonaro e personalidades da cena conservadora nos Estados Unidos na residência do embaixador do Brasil, Sergio Amaral.

Hoje, além de parte discursar e acompanhar o presidente em painéis e jantar do "Brazil Day in Washington" na Câmara de Comércio dos Estados Unidos, cada um ruma para agendas próprias.

Veja os principais compromissos:

Paulo Guedes

O ministro da Economia começa o dia se encontrando com o secretário de comércio norte-americano, Wilbur Ross, e, depois, terá uma mesa redonda com empresários. Outros compromissos incluem reunião com o representante de comércio dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, e palestra no painel da Câmara comercial.

A expectativa é que ele fale da importância e dos esforços do governo brasileiro para a aprovação da reforma da Previdência, diminuição do déficit público e faça propaganda do ambiente interno. Um dos itens vistos como fundamentais para atrair recursos financeiros ao Brasil é a privatização de empresas estatais.

Sergio Moro

O ministro da Justiça levou consigo aos Estados Unidos o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, a diretora do departamento de recuperação de ativos e cooperação jurídica internacional, Erika Marena, e o diretor de investigação e combate ao crime organizado da Polícia Federal, Igor Romário de Paula.

O grupo será recebido pelo diretor do FBI (Federal Bureau of Investigation), Christopher Wray. Depois, haverá almoço com o diretor-adjunto da instituição, Charles Spencer, e encontros com a secretária do Homeland Security, Kirstjen Nielsen, e o equivalente ao advogado-geral da União americano, William Barr.

Augusto Heleno

O ministro do GSI afirmou ao UOL que também irá se encontrar com autoridades na área de segurança e inteligência e "queriam que ficasse mais tempo" em Washington, porém, deverá voltar com Bolsonaro na terça (19).

"[Os temas a serem tratados] são inclusive coisas que a gente já tem há muito tempo com os Estados Unidos. Nós sempre fomos um país que estivemos próximos aos Estados Unidos. Vamos nos aproximar mais até por determinação do presidente", disse.

"A nossa intenção é de aproximar mais como aliado tradicional e, no caso hoje, pela própria linha ideológica que estamos seguindo. Então, há uma aproximação prevista. Nós vamos trocar ideias com eles em relação à segurança na fronteira, crime organizado. Tudo isso aí podemos nos valer do que eles sabem e eles podem se valer do que sabemos para trocar informações", completou.

Tereza Cristina e outros

A titular da Agricultura inicia a agenda na capital americana com o presidente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Luis Alberto Moreno, e o diretor-executivo do Brasil no banco, José Guilherme Reis.

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A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, terá extensa agenda nos EUA
Imagem: Adriano Machado/Reuters

À tarde, a ministra deverá participar de uma primeira mesa redonda na Câmara de Comércio junto a Paulo Guedes e executivos norte-americanos. A segunda mesa de discussões contará com os ministros Marcos Pontes e Bento Albuquerque e moderação da diretora da Boeing no Brasil, Donna Hrinak. Ela ainda terá encontros de trabalho à parte com autoridades e investidores no local.

Na terça, dia em que Bolsonaro se encontrará com Trump na Casa Branca, todos os ministros seguirão a agenda do presidente, que inclui almoço em sala ao lado do Salão Oval e visita ao Cemitério Nacional de Arlington para o depósito de coroa de flores no chamado túmulo do soldado desconhecido. À noite, parte da comitiva retorna ao Brasil com Bolsonaro.

Na própria terça à tarde, a ministra também se encontra com o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, e viaja para Nova York a fim de continuar as negociações e reuniões.

Tereza Cristina falará como convidada no evento "Conselho das Américas" para investidores e CEOs internacionais e, em seguida, terá café da manhã privado com cerca de 20 pessoas. A agenda é complementada pela participação dela em uma cerimônia promovida pelo Banco do Brasil com a Brazilian American Chamber of Commerce.

Na quinta (21), ela finaliza a viagem nos Estados Unidos com um café da manhã com empresários organizado pela corretora financeira XP Investimentos.

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