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Com nova convocação, Maduro diz que quer "ouvir povo" para "corrigir erros"

O ditador venezuelano Nicolás Maduro - Getty Images
O ditador venezuelano Nicolás Maduro Imagem: Getty Images

Marcela Leite

Do UOL, em São Paulo

01/05/2019 21h12

Em pronunciamento feito hoje durante ato em apoio ao regime em Caracas, o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, convocou seus apoiadores a se unirem a fim fazer "um grande plano de mudança", apontando o que deve ser mudado no regime, "para corrigir erros". Ele afirmou que, com a iniciativa, quer "ouvir as pessoas" para entender o que está fazendo errado e o que precisa mudar.

A convocação se estendeu ao Congresso Bolivariano dos Povos, o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) e a todos os governadores e prefeitos da Venezuela.

Maduro agradeceu a quem saiu às ruas hoje à tarde para "dizer não ao golpe de Estado" e apoiá-lo. Ele aproveitou para criticar o líder do Parlamento da Venezuela e autoproclamado presidente do país, Juan Guaidó, e os Estados Unidos. "Daqui adiante acabou a política como debate, como diálogo. A oposição e o imperialismo quem uma guerra civil", disse. "Como sabem que a direita não tem poder para chegar à força a Miraflores [o palácio presidencial], então querem agora enganar e dividir o chavismo."

Hoje, a tarde foi marcada por protestos a favor e contra o regime de Maduro em todo o país. Nas manifestações contrárias ao ditador, cerca de 78 pessoas ficaram feridas em decorrência de confrontos com as forças nacionais de segurança.

Assim como Maduro, Guaidó fez um balanço da Operação Liberdade, como denominou as manifestações contra o regime ditatorial. Segundo ele, "nessa fase da luta, a mobilização e os protestos não têm volta porque estamos perto de atingir o nosso objetivo".

"Esta fase final da Operação Liberdade começa com milhões de venezuelanos nas ruas, com um regime enfraquecido, forte apoio internacional à nossa luta e comunicação com as Forças Armadas. Nós somos um movimento pacífico e agora é que vamos com tudo", escreveu no Twitter.

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