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López desafia Maduro, reaparece em público e diz não temer ser preso

Leopoldo López, opositor de Nicolas Maduro, fala com jornalistas em frente a embaixada da Espanha, após ter pedido de prisão decretado - REUTERS
Leopoldo López, opositor de Nicolas Maduro, fala com jornalistas em frente a embaixada da Espanha, após ter pedido de prisão decretado Imagem: REUTERS

Pedro Graminha

DO UOL, em São Paulo*

02/05/2019 18h35

Após ter um pedido de prisão decretado, o líder opositor venezuelano Leopoldo López reapareceu em público e falou com jornalistas que estavam do lado de fora da residência do embaixador da Espanha na Venezuela, Jesús Silva.

López disse que não tem "medo" de ser novamente detido, mas ressaltou que não quer voltar a ser encarcerado.

Na terça-feira, o opositor apareceu ao lado do autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, em um levante para tentar derrubar Maduro. Mesmo com o fracasso do movimento, López enxerga que há um "processo" para derrubar o governo e diz que haverá novas revoltas militares.

"É parte de um processo, é uma fissura que se tornará uma fissura maior (...) que vai acabar rompendo a barragem"

López também declarou ter se encontrado com "comandantes e generais" enquanto estava em prisão domiciliar, três semanas antes do levante frustrado.

Na terça-feira, o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, declarou que três autoridades do governo Maduro, incluindo o ministro da defesa, Vladimir Padrino López, estavam contra Maduro e negociaram com a oposição.

López estava em prisão domiciliar e foi libertado por soldados que se revoltaram contra o regime; ele está na embaixada da Espanha por tempo indeterminado. O governo espanhol informou que não tem intenção de entregar o opositor para as autoridades venezuelanas.

Acusado de incitar violência, López estava em prisão domiciliar desde 6 de agosto de 2017, cumprindo uma pena de 14 anos.

(*Com EFE, AFP e Reuters)

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