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UE pede fim de 'espiral de violência' após ataques do Irã; veja repercussão

Josep Borrell, chefe da diplomacia da União Europeia - Kenzo Tribouillard/AFP
Josep Borrell, chefe da diplomacia da União Europeia Imagem: Kenzo Tribouillard/AFP

Do UOL, em São Paulo

08/01/2020 06h56

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, pediu hoje o fim da "espiral de violência" após o ataque ataque iraniano a bases militares que abrigam tropas dos Estados Unidos da e da coalizão no Iraque .

Borrell disse que a ofensiva é "um novo exemplo de escalada". "O último ataque (...) é um exemplo a mais da escalada e do aumento da confrontação", afirmou Borrell, em breve declaração à imprensa.

Segundo comunicado divulgado pelas forças armadas iraquianas, o país sofreu um ataque de 22 mísseis — 17 atingiram a base aérea de Al-Asad, na região oeste do país e cinco atingiram a província de Erbil, no norte.

Israel adverte sobre resposta em caso de ataque

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, advertiu o Irã que dará uma resposta "retumbante", caso seu país seja atacado.

"Quem quer que nos ataque receberá uma resposta retumbante", disse Netanyahu, após os disparos de mísseis contra bases usadas pelo Exército americano no Iraque, em resposta ao assassinato do general iraniano Qassim Suleimani.

No domingo, uma autoridade iraniana havia ameaçado transformar cidades israelenses em "pó", "se os Estados Unidos reagirem à resposta militar" iraniana, após a morte de Suleimani.

Reino Unido condena ataque

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, condenou os ataques, os quais classificou como 'imprudentes e perigosos".

Ele disse que não houve baixas de pessoal britânico e acrescentou que o governo está fazendo tudo o que está ao seu alcance "para proteger os interesses do Reino Unido na região".

O secretário de Relações Exteriores, Dominic Raab, também condenou o ataque, exortando Teerã a buscar uma "urgente" redução das tensões na região.

"Condenamos este ataque às bases militares iraquianas que hospedam as forças da Coalizão - incluindo as britânicas", disse Raab em comunicado divulgado pelo Ministério de Relações Exteriores.

Ele alertou que uma guerra no Oriente Médio "beneficiaria apenas o Estado Islâmico e outras organizações terroristas".

Japão pede diplomacia

O Japão instou "todas as partes envolvidas a esgotar os esforços diplomáticos para aliviar as tensões", após o ataque do Irã a bases militares no Iraque.

Em declaração à imprensa em Tóquio, o secretário-chefe do Gabinete, Yoshihide Suga, disse que o governo está "profundamente preocupado com a escalada das tensões" no Oriente Médio, acrescentando que "outras escaladas devem ser evitadas".

Segundo ele, o Conselho de Segurança Nacional do país se reuniu hoje para discutir a situação, incluindo o primeiro-ministro Shinzo Abe e os ministros da Defesa e das Relações Exteriores.

Suga acrescentou que o governo está decidindo se uma viagem planejada de Abe ao Oriente Médio realmente acontecerá.

Alemanha pede calma

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, disse hoje no Twitter que o país condena os ataques e pediu que o Irã se abstenha de tomar medidas que possam levar a uma escalada de violência.

"Estivemos em contato com todos os lados nos últimos dias e estamos trabalhando para ajudar a amenizar a situação. Convocamos todos os lados a exercitarem a calma e a contenção", escreveu.

Bombardeio é ato grave, diz chanceler italiano

Em mensagem no Facebook, o chanceler italiano, Luigi Di Maio, definiu o bombardeio como um "ato grave que aumenta a tensão em um contexto já crítico e muito delicado". Nenhum italiano ficou ferido no bombardeio.

"Infelizmente, é uma história que se repete. Convidamos ambas as partes à moderação e à responsabilidade. Uma nova guerra levará à proliferação de células terroristas e de novos fluxos migratórios. Isso não é mais aceitável", escreveu.

Ciclo de violência deve ser interrompido, diz ministro francês

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, manifestou "solidariedade aos aliados e parceiros da coalizão" e disse que a prioridade é, "mais do que nunca, a desescalada" da tensão. "O ciclo de violência deve ser interrompido", afirmou.
Segundo Le Drian, a França "continua determinada a trabalhar pela pacificação" e "recorda a importância do prosseguimento da luta" contra o Estado Islâmico.

Tensão atingiu nível indesejável, diz Erdogan

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que a tensão entre o Irã e os EUA "atingiu um nível indesejável" e que ninguém na região "quer pagar o preço".

"Estamos tentando diminuir a tensão usando todos os meios de diplomacia em tempos de guerra", disse. "Ninguém tem o direito de incendiar a região e, especialmente, o Iraque por seus próprios interesses. Faremos todo o possível para não permitir que a região se afogue em sangue e lágrimas", acrescentou.

Coreia do Sul acompanha situação 'de perto'

A Coreia do Sul diz que está "recebendo relatórios em tempo real e monitorando de perto a situação atual" no Irã. Em um comunicado, o porta-voz da Casa Azul disse que "o Ministério das Relações Exteriores está trabalhando em estreita colaboração com as autoridades locais, concentrando-se na segurança dos cidadãos sul-coreanos."

A pasta acrescentou que as empresas sul-coreanas com funcionários sediados no Iraque estão aumentando a segurança e revisando planos de fuga de emergência.

Nova Zelândia prega contenção

O ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia e o primeiro-ministro interino, Winston Peters, pediram "contenção e diplomacia" após os ataques.

"É importante observar que os ataques com mísseis não atingiram Camp Taji e o governo foi informado de que todo o pessoal da Nova Zelândia está tão seguro quanto possível nessas circunstâncias em desenvolvimento", disse Peters.

Vários países têm forças baseadas no Iraque como parte da coalizão contra o Estado Islâmico.

*Com informações da AFP e da ANSA

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