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The New York Times exibe vídeo que mostra avião explodindo em voo sobre Irã

Vídeo divulgado pelo jornal New York Times mostra momento em que avião ucraniano explode enquanto voa sobre o Irã - Reprodução/NewYorkTimes
Vídeo divulgado pelo jornal New York Times mostra momento em que avião ucraniano explode enquanto voa sobre o Irã Imagem: Reprodução/NewYorkTimes

Do UOL, em São Paulo

09/01/2020 18h00Atualizada em 09/01/2020 21h04

Um vídeo publicado hoje nas redes sociais mostra o momento em que o voo PS752 da Ukraine International Airlines teria sido atingido por um míssil nos arredores de Teerã, no Irã. O jornal The New York Times divulgou as imagens e informa que elas são legítimas.

A gravação mostra um clarão no avião, que não explode totalmente. A aeronave seguiu no céu por alguns minutos, tentando retornar ao aeroporto na capital iraniana.

"Uma pequena explosão ocorreu quando um míssil atingiu o avião, mas o avião não explodiu, segundo o vídeo. O jato continuou voando por vários minutos e tomou o rumo de volta para o aeroporto, segundo apurou o Times. O avião voou em chamas rumo ao aeroporto antes de explodir e cair rapidamente, conforme mostrado por outros vídeos verificados pelo The Times", descreveu o diário.

Autoridades dos Estados Unidos e do Canadá acreditam que o avião foi derrubado por um míssil disparado pelo Irã. O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, afirmou ter informações de que o avião civil foi abatido por um disparo de responsabilidade do Irã. Já o presidente norte-americano Donald Trump afirmou hoje que "alguém pode ter cometido um erro", levantando mais suspeitas sobre o caso.

o chefe da Organização de Aviação Civil do Irã, Ali Abedzadeh, chamou de "rumores ilógicos" a alegação de que o avião teria sido atingido por um míssil. "Cientificamente, é impossível que um míssil atinja o avião ucraniano", disse, segundo a agência Isna.

176 mortos

O voo PS752 da Ukraine International Airlines decolou às 6h10 de quarta-feira (23h40 de terça-feira no horário de Brasília) do aeroporto Imã Khomeini, em Teerã, com destino ao aeroporto Boryspyl de Kiev. O Boeing 737 transportava 176 pessoas: 82 iranianos, 63 canadenses, dez suecos, quatro afegãos e três britânicos. Outros 11 eram ucranianos, incluindo os nove tripulantes. Ao menos trinta vítimas eram da região de Edmonton, Canadá, que acolhe uma importante diáspora iraniana.

Segundo a lista de passageiros, pelo menos 25 tinham menos de 18 anos. Treze deles eram estudantes da Universidade Sharif, em Teerã, uma das mais prestigiadas do país, segundo a agência Isna.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, pediu uma "investigação profunda". Já o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, interrompeu suas férias em Omã para retornar à Kiev, ordenou uma investigação e anunciou a inspeção de "toda frota aérea civil ucraniana", independentemente da causa do acidente.

Tensão entre EUA e Irã

O acidente com o avião da Ukraine International Airlines ocorre em um momento em que o Oriente Médio atravessa um sério período de tensão com os Estados Unidos e logo após Teerã disparar mísseis contra as forças americanas no Iraque, em retaliação ao assassinato do general iraniano Qassim Suleimani. No entanto, até o momento, nada indica que esses eventos estejam relacionados. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, advertiu para o risco de qualquer "especulação".

O aiatolá Ali Khamenei, o guia supremo iraniano, transmitiu no Twitter suas "sinceras condolências" às famílias das vítimas deste acidente "desastroso". A embaixada ucraniana no Irã emitiu um comunicado no qual menciona uma "pane em um motor da aeronave, devido a razões técnicas", e dizendo excluir "a tese de um ataque terrorista".

Imagens amadoras veiculadas pela mídia estatal iraniana mostram o Boeing em chamas perdendo altitude e explodindo com o impacto no solo. Especialistas em aviação descartam a possibilidade de que o aparelho tenha sido abatido. "O avião estava subindo (...) na direção certa, o que significa que algo catastrófico aconteceu", mas não "uma bomba, ou pane catastrófica", observou Stephen Wright, professor da Universidade de Tempere, na Finlândia.

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Sem citar o Irã diretamente, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, pediu uma "cooperação total com toda a investigação e as causas" do acidente. A Boeing também indicou que está "disposta a ajudar por todos os meios necessários".

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