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Bolívia: Governo ameaça prender quem não cumprir quarentena por coronavírus

Líder interina da Bolívia, Jeanine Áñez - David Mercado
Líder interina da Bolívia, Jeanine Áñez Imagem: David Mercado

Do UOL, em São Paulo

26/03/2020 12h11

O governo da Bolívia endureceu as medidas para enfrentar a pandemia do novo coronavírus com a proibição da circulação de veículos e a restrição da circulação de pessoas até o dia 15 de abril.

Segundo a presidente interina do país, Jeanine Áñez, a decisão foi tomada porque a quarentena estabelecida no último sábado "não está sendo cumprida".

As autoridades ordenaram um confinamento geral da população por 14 dias para tentar frear a disseminação da covid-19. Jeanine ordenou o fechamento das fronteiras e designou a cada pessoa um único dia para deixar suas casas com o único objetivo de se abastecer.

Ela alertou que mobilizará o Exército e a polícia para controlar o cumprimento das medidas e também ameaçou os infratores da quarentena com penas de até 10 anos de prisão, pois o comportamento implica "um ataque à saúde".

Para tentar aliviar os efeitos do confinamento forçado, o governo anunciou que pagará as contas de eletricidade com valores baixos e metade das contas de água por um período de três meses.

Ela também prometeu que os alimentos serão distribuídos gratuitamente à população no campo e nas cidades. "Estou do lado daqueles que mais sofrem com a quarentena", disse.

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