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Governo da Espanha nega permissão a Madri para afrouxar quarentena

Bandeira a meio mastro na Prefeitura de Madri pelo luto das pessoas que morreram durante a pandemia - Europa Press/Getty Images
Bandeira a meio mastro na Prefeitura de Madri pelo luto das pessoas que morreram durante a pandemia Imagem: Europa Press/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

08/05/2020 14h50

O governo da Espanha negou à comunidade autônoma de Madri a permissão para afrouxar as medidas de bloqueio total da circulação de pessoas ("lockdown"), tomadas para conter o avanço do novo coronavírus na região.

Segundo reportou o jornal El Mundo, o governo considera que a comunidade —que abrange, além da capital de mesmo nome, mais 178 cidades— não está preparada para relaxar a quarentena.

Sozinha, a região registra mais de 67 mil casos e 15 mil mortes por covid-19, de acordo com o The Guardian. É 30% dos casos e mais da metade das mortes anotadas em toda a Espanha: 221 mil e 26 mil, respectivamente.

O Ministério da Saúde espanhol, ainda segundo o El Mundo, acredita na capacidade de assistência sanitária de Madri, mas prefere esperar para afrouxar o lockdown quando a capacidade de testar a população for ampliada.

Diretora de saúde pediu demissão

Yolanda Fuentes - Denis Doyle/Getty Images - Denis Doyle/Getty Images
Imagem: Denis Doyle/Getty Images

A proibição ao relaxamento da quarentena vem no dia seguinte ao pedido de demissão da diretora de saúde da comunidade de Madri, Yolanda Fuentes, que se opunha ao que chamou de "afrouxamento prematuro" do isolamento.

A próxima etapa do afrouxamento das restrições estava marcada para começar na próxima segunda-feira (11). A chamada "Fase 1", segundo o Guardian, permitiria a reabertura de pequenos negócios e de 30% da capacidade dos terraços de bares e restaurantes.

Hotéis e outras acomodações turísticas também poderiam reabrir, exceto pelas áreas comuns.

A decisão de Madri pelo relaxamento havia provocado espanto em outras comunidades, como a de Castela e Leão, onde estão localizadas as cidades de Salamanca, Segóvia e Valladolid, por exemplo. A comunidade, de acordo com o El País, decidiu não aderir à Fase 1, mesmo estando em situação mais confortável que a região madrilenha.

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