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Eleições Americanas

Trump diz que EUA 'terão que aprender chinês' se Biden ganhar as eleições

"Se eu for derrotado [nas eleições], a China será "dona" dos EUA", argumentou o republicano - Brendan Smialowski/AFP
"Se eu for derrotado [nas eleições], a China será 'dona' dos EUA", argumentou o republicano Imagem: Brendan Smialowski/AFP

Do UOL, em São Paulo

11/08/2020 16h44Atualizada em 11/08/2020 16h54

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que a China vai "dominar" seu país caso seu adversário, o democrata Joe Biden, vença as eleições em novembro. Segundo Trump, Biden "pegaria leve" com os chineses — embora o ex-vice-presidente já tenha demonstrado o contrário em sua campanha.

"Tudo o que eles estão esperando, incluindo a China, é que eu seja derrotado. Porque se eu for derrotado, a China será 'dona' dos EUA", disse o presidente em entrevista ao radialista conservador Hugh Hewitt. "Se eu não ganhar as eleições, vocês [norte-americanos] terão que aprender a falar chinês!", completou.

A campanha de Biden criticou Trump por seus comentários. À Business Insider, o diretor Andrew Bates afirmou que a força da China é consequência dos "fracassos" de Trump "em todos os indicadores", que criaram um vácuo de poder no mundo — agora preenchido pelos chineses.

"Trump tem sido o presidente mais fraco da história dos EUA no que se refere à China. À medida que a crise de saúde pública mais devastadora dos últimos 100 anos se espalhou rapidamente, ele repetiu a propaganda do Partido Comunista Chinês para minimizar a ameaça [da covid-19] e justificar sua inação", rebateu.

Trump tem subestimado a gravidade do coronavírus desde o início da pandemia. Hoje, os EUA registram mais de 5,1 milhões de casos confirmados e 164 mil mortes, segundo balanço da Universidade Johns Hopkins.

O sentimento negativo em relação à China ficou ainda mais evidente com o início da corrida eleitoral, com Trump e Biden competindo para ver quem é mais crítico ao país asiático. Ao contrário do democrata, porém, o atual presidente adotou uma retórica xenofóbica, tendo voltado a se referir ao coronavírus como "vírus chinês".

Ontem, em entrevista coletiva, Trump disse ser preciso parar de "politizar" a covid-19 — mas voltou a culpar a China pela pandemia.

"Precisamos parar de politizar o vírus e nos unir para descobrir como esse vírus chegou aos EUA, como esse vírus chegou ao mundo. Nós vamos descobrir, e estamos com muita raiva disso. Estamos chateados com a China pelo que ela fez", disse, sugerindo que os asiáticos seriam responsáveis por levar o vírus para a Europa e para as Américas.

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