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10 meses

Campanha de Trump provocou surto de covid-19 no Serviço Secreto, diz jornal

Donald Trump participa de comício na Pensilvânia nos dias que antecederam a eleição - Eduardo Munoz Alvarez/Getty Images
Donald Trump participa de comício na Pensilvânia nos dias que antecederam a eleição Imagem: Eduardo Munoz Alvarez/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

13/11/2020 17h01

Os últimos esforços do presidente Donald Trump para tentar evitar a derrota para Joe Biden nas eleições americanas foram a grande causa de um surto de covid-19 entre os oficiais do Serviço Secreto, responsáveis pela segurança de Trump e sua família. Segundo reportagem do jornal The Washington Post, mais de 130 oficiais foram contaminados nas últimas semanas, quando Trump fez uma série de viagens e comícios com aglomerações.

A publicação americana conversou de forma anônima com fontes que relataram a situação no Serviço Secreto. Com o grande número de contaminados, a força de segurança está desfalcada atualmente de cerca de 10% dos seus 1.300 oficiais. Eles são diferentes dos agentes do Serviço Secreto, trabalhando normalmente à paisana e garantindo a segurança mais próxima ao presidente.

Nos últimos dois dias que antecederam o pleito, realizado no dia 3, Trump viajou para cinco lugares diferentes e realizou comícios com aglomerações e a maioria das pessoas sem máscaras. Para cada um desses compromissos, o Serviço Secreto designou uma equipe diferente com ao menos 20 oficiais.

O rival democrata Biden, que acabou eleito no último sábado (7), teve dois compromissos na mesma reta final de campanha e também contou com oficiais do Serviço Secreto na sua segurança, mas em menor número do que Trump.

Não só os oficiais tiveram um grande número de contaminações recentes, mas os republicanos mais proeminentes de forma geral envolvidos na campanha também se infectaram pelo novo coronavírus nas últimas semanas. Entre eles estão o chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, e os conselheiros do presidente Corey Lewandowski e David Bossie.

Segundo o Washington Post, no Comitê Nacional do Partido Republicano pelo menos mais oito funcionários se contaminaram, incluindo o chefe de gabinete Richard Walters.

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