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8 meses

Trump ignora Biden e afirma que 'tempo dirá' quem será presidente em 2021

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Do UOL, em São Paulo

13/11/2020 19h10Atualizada em 14/11/2020 13h27

Em primeiro discurso após as eleições, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ignorar a vitória de Joe Biden, afirmando que "o tempo dirá" quem estará no governo no próximo ano. A declaração foi feita logo depois de Trump reforçar que não decretará um lockdown (confinamento) nacional, ainda que os EUA venham batendo recordes de novos casos de coronavírus nos últimos dias.

"Eu não vou, esta gestão não vai entrar em um lockdown. Com sorte, aconteça o que acontecer no futuro... Quem sabe qual será o governo [no próximo ano]. Acho que o tempo dirá. Mas posso dizer a vocês: esta gestão não vai decretar um lockdown", disse o presidente durante discurso na Casa Branca.

O lockdown custa vidas, custa muitos problemas. A cura não pode ser pior que o problema em si, já disse isso muitas vezes. Donald Trump, presidente dos EUA

Como fez durante a primeira onda de casos, Trump defendeu que o crescimento do número de infectados se dá porque a testagem também aumentou. Mas, segundo checagem da CNN, a afirmação é falsa: nesta semana, o balanço feito pela emissora aponta que os casos aumentaram 41%; já os testes feitos, 13%.

O presidente também exaltou a chamada Operação Warp Speed, uma parceria público-privada criada por sua gestão para facilitar e acelerar o desenvolvimento, a fabricação e a distribuição de vacinas e medicamentos para a covid-19.

"Nenhum avanço da medicina desta magnitude foi alcançado tão rapidamente, e estamos muito orgulhosos disso. A Operação Warp Speed é inigualável e incomparável no mundo. Líderes de outros países ligaram para nos parabenizar pelo que conseguimos fazer, e nós ajudamos muitos países com ventiladores e todos os outros problemas que eles estavam tendo", disse Trump durante discurso na Casa Branca.

Os EUA registraram mais de 500 mil novos diagnósticos positivos para covid-19 desde segunda (9), de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins. Neste ritmo, o total de infectados — hoje em quase 10,7 milhões — deve ultrapassar a marca de 11 milhões nos próximos quatro dias.

Biden vence na Geórgia

Pouco antes do pronunciamento de Trump, o The New York Times e a CNN decretaram a vitória de Biden na Geórgia, o que levou o presidente eleito a alcançar 306 votos no Colégio Eleitoral, 74 a mais que Trump (232). Ainda que faltem votos a serem computados em alguns estados, o placar final não deve mudar.

Antes considerada um voto "seguro" pelos republicanos, a Geórgia é o quinto estado conquistado por Trump em 2016 que Biden conseguiu levar em 2020. Arizona, Wisconsin, Michigan e Pensilvânia, onde o resultado sacramentou a vitória democrata no sábado (7), foram os outros quatro.

Hoje também foi confirmada a vitória de Trump na Carolina do Norte (15 delegados), que, ao lado da Geórgia, era um dos únicos estados ainda sem definição. O resultado não surpreende: desde 1976, o único democrata a vencer por lá foi Barack Obama em 2008, mas por uma margem muito pequena, de 0,32 ponto percentual.

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