PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Conteúdo publicado há
1 mês

Policiais de folga são investigados por invasão ao Capitólio, diz jornal

Apoiadores de Donald Trump invadiram o Capitólio para protestar contra o resultado das eleições nos EUA - Shannon Stapleton/Reuters
Apoiadores de Donald Trump invadiram o Capitólio para protestar contra o resultado das eleições nos EUA Imagem: Shannon Stapleton/Reuters

Do UOL, em São Paulo

16/01/2021 17h52Atualizada em 16/01/2021 18h12

Ao menos 13 policiais são suspeitos de terem participado na invasão ao prédio do Capitólio, no último dia 6, quando estavam de folga. Esse número ainda pode crescer à medida que investigadores continuam a analisar imagens e vídeos para identificar mais participantes, segundo publicado hoje pelo jornal The Washington Post.

Por iniciativa própria, chefes de polícia em todo o país estão recorrendo ao FBI (Federal Bureau of Investigation, a Polícia Federal americana) e fazendo alertas aos oficiais de seus departamentos, reforçando que a invasão ao Capitólio foi um ato criminoso que pode levá-los a expulsão da polícia e até à cadeia.

"Nós estamos deixando claro que eles têm direitos garantidos pela Primeira Emenda, como todos os americanos", disse ao jornal Art Acevedo, chefe da Polícia de Houston, no Texas. "Mas o envolvimento em atividades criminosas não será tolerado."

A Primeira Emenda da Constituição dos EUA, citada por Acevedo, impede o Congresso americano de estabelecer uma religião oficial — ou dar preferência a uma em detrimento de outra —, proibir o livre exercício da religião e limitar a liberdade de expressão, de imprensa, o direito de livre associação pacífica e de fazer petições ao governo.

Além das fotos e dos vídeos em que esses policiais de folga apareceram, ainda de acordo com o The Washington Post, os investigadores estão recebendo informações de outros policiais que não concordam com a conduta daqueles que participaram da invasão.

É o caso do oficial Thomas Robertson, 47, preso pelo FBI na última quarta-feira (13) após ser denunciado por um colega de departamento. Logo que seu envolvimento na invasão veio à tona, ele escreveu em uma rede social: "Passei a maior parte da minha vida lutando contra uma insurgência. Estou prestes a me tornar parte de uma, e uma muito efetiva."

Casos conhecidos

Os departamentos de polícia da Virgínia e de Washington (DC) decidiram colocar policiais de licença enquanto autoridades investigam se eles participaram da invasão ao Capitólio enquanto estavam de folga. Além disso, bombeiros da Flórida e da cidade de Nova York relataram ao FBI que alguns de seus membros também podem ter participado da invasão.

"A cidade de Rocky Mount [na Virgínia] apoia totalmente todas as expressões legais de liberdade de expressão e reunião de seus funcionários, mas não tolera os atos ilegais que ocorreram naquele dia", disse o departamento em comunicado divulgado no último domingo (10), acrescentando que já notificou as autoridades federais.

Cinco pessoas morreram, incluindo um policial do Capitólio, quando apoiadores do presidente Donald Trump invadiram o Capitólio em uma tentativa de interromper o oficialização da derrota do republicano para o democrata Joe Biden.

Dezenas de pessoas foram acusadas criminalmente, e o FBI vem buscando ajuda da população para identificar mais participantes.

(Com Reuters)

Internacional