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Trump planeja voltar às redes sociais com plataforma própria, diz porta-voz

O ex-presidente americano Donald Trump - Divulgação
O ex-presidente americano Donald Trump Imagem: Divulgação

Colaboração para o UOL, em São Paulo

21/03/2021 13h43

Banido de diversas redes sociais no início deste ano, o ex-presidente Donald Trump deve voltar a utilizar uma plataforma digital para se comunicar com seus apoiadores nos próximos meses. De acordo com Jason Miller, porta-voz da campanha presidencial no ano passado, Trump voltará à internet "em sua própria plataforma".

Em entrevista ao programa "Media Buzz", da Fox News, Miller afirmou que a nova plataforma vai "redefinir completamente o jogo" e vai atrair completamente "dezenas de milhões" de novos usuários. Ainda segundo o porta-voz, a nova rede social deve ser lançada em dois ou três meses.

Em janeiro, Trump foi banido permanentemente de diversas plataformas de redes sociais após o episódio da invasão de apoiadores do ex-presidente ao Congresso americano. Entre as plataformas que excluíram a conta do republicano estão o Twitter, o Instagram, o Facebook e o Snapchat.

"Após criteriosa análise dos tweets recentes da conta do presidente Donald Trump e o contexto em torno deles, suspendemos permanentemente seu perfil diante do risco de mais incitações à violência", escreveu o Twitter após bloquear a conta do ex-presidente.

Donald Trump teve sua conta banida ou restrita em pelo menos doze redes sociais. Além de Twitter, Instagram, Facebook e Snapchat, as plataformas YouTube, Twitch, Tik Tok e Pinterest também restringiram de alguma forma os perfis do ex-presidente.

Banimento do Facebook

Os episódios ocorridos durante a transição presidencial no início deste ano também motivaram o Facebook a banir por tempo indeterminado Donald Trump das redes sociais do grupo após o então presidente acusar, sem provas, que a eleição tinha sido fraudada.

"Os eventos das últimas 24 horas demonstram claramente que o presidente Donald Trump pretende usar seu tempo restante no cargo para minar uma transição pacífica e legal ao seu sucessor eleito, Joe Biden", escreveu o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, em post em inglês.

No comunicado, Zuckerberg afirmou que a utilização de Trump da rede social trazia "riscos grandes", e que a suspensão seria por tempo indeterminado, ou até que "até que uma transição pacífica de poder fosse concluída".

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