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Ciclone bomba se forma com força recorde nos EUA e gera alerta; entenda

Veículos passam por uma área inundada quando uma forte tempestade atingiu o norte da Califórnia em Fairfield - REUTERS
Veículos passam por uma área inundada quando uma forte tempestade atingiu o norte da Califórnia em Fairfield Imagem: REUTERS

Do UOL, em São Paulo

25/10/2021 13h44Atualizada em 25/10/2021 14h16

Um ciclone bomba que se formou na costa Noroeste dos Estados Unidos está mudando drasticamente o tempo no país desde sábado (23) - o que deve continuar a ocorrer durante esta semana. De acordo com o USA Today, parte da Califórnia já está enfrentando inundações e deslizamentos de terra após uma série de tempestades violentas. Ordens de evacuação já foram emitidas em regiões como Santa Bárbara.

Segundo o Centro Nacional de Previsão Oceânica do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, a previsão é que a pressão mínima central do ciclone chegue até 942 hPa, um valor que corresponde ao de um furacão categoria 3 em ciclone tropical no Atlântico, de acordo com a MetSul.

Ainda de acordo com levantamento Serviço Nacional de Meteorologia, este pode ser o ciclone mais intenso na área. Até então, o ciclone pós-tropical Harriet, de 1977, havia sido o recordista de mais forte, com pressão central mínima de 943 hPa, um pouco acima da previsão para o fenômeno atual.

O caso é crítico na Califórnia, que, além de um ciclone, também deve enfrentar um raro evento, chamado rio atmosférico, que é capaz de produzir chuvas notáveis por longos períodos.

O ciclone bomba é definido por um poderoso sistema de baixa pressão que se intensifica rapidamente. Quanto menor a pressão, maior será a sua força e, consequentemente, maiores as consequências, como o aumento de chuvas, ventos e neve - em lugares de altitudes elevadas. Com isso, a previsão é a de surjam mais inundações, deslizamentos e nevascas no país nos próximos dias.

Segundo a CNN, esta é a terceira e mais forte em uma série de tempestades que atingiram a Costa Oeste do país. Os especialistas acreditam que os impactos mais fortes da tempestade serão sentidos apenas no mar, onde ventos com força de furacão e ondas de mais de 6 metros estão previstos.

Os impactos já estão sendo sentidos: na Califórnia, as linhas de energia caíram, afetando mais de 100 mil residências hoje. No estado de Washington, foram 50 mil afetados. Em Seattle já há o registro de duas mortes após a queda de uma árvore.

Trechos de rodovias foram fechados por enchentes e fluxos de lama. Além disso, vários locais estabeleceram recordes de chuva de 24 horas, segundo o Serviço Meteorológico Nacional.

Segundo a AccuWeather, as tempestades irão se mover de oeste para leste em todo o país. Os ventos deverão soprar de 65 km/h a 97 km/h amanhã e quarta (27), da costa de Jersey até a costa sul da Nova Escócia.

Fenômeno já aconteceu no Brasil

Um ciclone bomba foi registrado em 30 de junho de 2020 na região Sul do Brasil, atingindo diversos pontos de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e o Paraná. Na ocasião, estas localidades enfrentaram queda de temperatura, fortes chuvas e ventos que chegavam até 120 km/h. A queda de pressão foi de 970 hPa.

Apesar de o fenômeno ter ocorrido no Sul, os efeitos do ciclone chegaram a São Paulo e fizeram com que o Corpo de Bombeiros do Estado registrasse 50 chamados para quedas de árvores na época.

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