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Guerra da Rússia-Ucrânia

Notícias do conflito entre Rússia e Ucrânia


Conteúdo publicado há
5 meses

Rússia põe em alerta 'força de dissuasão' equipada com armas nucleares

Do UOL, em São Paulo

27/02/2022 11h13Atualizada em 27/02/2022 13h03

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou hoje que o exército russo coloque em alerta a força de dissuasão russa, informou a agência estatal russa RIA Novosti. A ordem foi dada em reunião com o chefe do Estado-Maior da Rússia, general Valery Gerasimov. Segundo o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, também presente na reunião, a equipe estratégica visa deter agressões à nação russa e seus aliados, "inclusive em uma guerra com o uso de armas nucleares".

Os países ocidentais não estão apenas tomando ações hostis contra nosso país na esfera econômica -- quero dizer, aquelas sanções que todos estão bem cientes --, mas os altos funcionários dos principais países da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] também fazem declarações agressivas contra nosso país.
Vladimir Putin, presidente russo

Mapa Rússia invade a Ucrânia - 26.02.2022 - Arte UOL - Arte UOL
Imagem: Arte UOL

A ordem de Putin ocorre em meio a desentendimentos entre a Rússia e a Ucrânia a respeito de um cessar-fogo que ocorreram mais cedo. A Rússia queria fazer uma reunião em Minsk, capital de Belarus, mas a Ucrânia se recusava que o local do encontro fosse esse. Belarus foi o país-chave para que os russos invadissem o território ucraniano, recebendo centenas de soldados russos.

No fim da manhã de hoje (horário de Brasília), porém, a Ucrânia aceitou a reunião na fronteira de Belarus, onde uma delegação russa já desembarcou. Os representantes dos dois países devem se encontrar próximo a Kiev. O horário do encontro não foi divulgado à imprensa.

Faz parte de um padrão do Kremlin se colocar em alerta máximo, informou a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, sobre a decisão de Putin de colocar em prontidão as forças nucleares da Rússia. "Este é realmente um padrão que vimos do presidente Putin ao longo deste conflito, que está fabricando ameaças que não existem para justificar mais agressões", disse a secretária da Casa Branca.

Zelensky acusa a Rússia de atacar casas, creches e ambulâncias

Em um pronunciamento feito hoje mais cedo, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou as forças militares da Rússia de atacar áreas residenciais, creches e ambulâncias. "Hoje, não há uma única coisa no país que os ocupantes não considerem um alvo aceitável. Eles lutam contra todos. Eles lutam contra todos os seres vivos", disse o líder ucraniano em vídeo publicado no Facebook.

Desde o início da ofensiva russa ao país vizinho, autoridades da Rússia negam que a artilharia mire em locais habitados por civis. O governo afirma que o objetivo dos bombardeios são apenas infraestruturas militares.

Na manhã de ontem, no entanto, um míssil russo atingiu um prédio residencial. Não houve registro de mortos, mas dezenas de pessoas ficaram feridas e o disparo deixou vários andares do edifício completamente destruídos.

Quarto dia de ataques começou com conflitos em Kharkiv

O quarto dia da guerra entre a Rússia e a Ucrânia começou com a escalada de tensão em Kharkiv, localizada a cerca de 480 quilômetros da capital Kiev e a segunda maior cidade ucraniana.

Durante a madrugada, um gasoduto pegou fogo na cidade após um ataque russo. De acordo com fontes oficiais do governo da Ucrânia, o incêndio não se trata de um ataque nuclear. As explosões formaram um cogumelo de fumaça semelhante a esse tipo de ofensiva. Pela manhã (horário de Brasília), o prefeito de Kharkiv anunciou vitória dos ucranianos na cidade e alegou que os soldados russos estavam se rendendo, após resistência civil na região.

Em Vasylkiv, cidade localizada a cerca de 40 quilômetros ao sul de Kiev, autoridades ucranianas confirmaram que houve explosões na região que atingiram uma refinaria de petróleo durante a madrugada (horário local). Com os novos bombardeios, o céu de Vasylkiv foi iluminado por chamas e uma coluna de fumaça pôde ser observada na região.

Segundo a agência estatal RIA Novosti, citando o Ministério da Defesa da Rússia, as tropas russas "bloquearam completamente" as cidades de Kherson e Berdyansk.

Kiev, por sua vez, segue sob o controle da Ucrânia. Houve registro de explosões nas últimas horas, mas, apesar das investidas de Moscou para tomar a capital, o vice-presidente da Administração estatal da cidade, Mykola Povoroznyk, garantiu que a situação no local é "de calmaria e de controle". Ele ressaltou, no entanto, que houve confrontos "com grupos sabotadores".

Otan

"Congratulo-me com o fato de os Aliados estarem intensificando o apoio à Ucrânia com equipamento militar, assistência financeira e ajuda humanitária", disse o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg. "A autodefesa é um direito consagrado na Carta das Nações Unidas e os Aliados estão ajudando a Ucrânia a defender esse direito. Isso manda uma mensagem clara de total apoio da OTAN à soberania e integridade territorial da Ucrânia", completou.