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TV: Trump busca acordo com Justiça para encerrar investigação do Capitólio

Ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump - REUTERS/Marco Bello
Ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump Imagem: REUTERS/Marco Bello

Do UOL, em São Paulo*

04/08/2022 22h48Atualizada em 04/08/2022 23h09

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump tenta um acordo com a Justiça norte-americana para encerrar a investigação que apura o ataque ao Capitólio, sede do Congresso Nacional, em 6 de janeiro de 2021, e a possível tentativa do republicano para sabotar o resultado das eleições de 2020, vencidas pelo democrata Joe Biden. As informações são da CNN Internacional.

Fontes informaram à emissora norte-americana que as conversas para um possível acordo ocorrem entre a equipe do ex-presidente, o principal promotor do caso, Thomas Windom, e o gabinete do procurador dos EUA em Washington, que chefia a investigação.

A tentativa de acordo ocorre enquanto a investigação avança e chega mais perto de nomes próximos a Trump, inclusive com a intimação de ex-funcionários da Casa Branca. A apuração busca entender se Trump queria sabotar a eleição de 2020, que culminou na vitória de democrata Joe Biden.

De acordo com o jornal The Washington Post, investigadores federais estão analisando conversas do republicano e coletaram dados telefônicos de alguns de seus assessores mais próximos. Os investigadores estariam de olho em instruções dadas por Trump para tentar impedir a certificação da vitória de Biden nas eleições, incluindo pedidos para aliados introduzirem eleitores falsos em estados conquistados pelo democrata.

Nesta semana, a Justiça dos Estados Unidos condenou Guy Reffitt, um membro do grupo de extrema-direita Three Percenters, a sete anos de prisão por ter invadido o prédio. A condenação é a mais alta até o momento entre os trumpistas que atacaram o Capitólio.

Advogados de Trump já admitiram a possibilidade de a justiça fazer acusações contra o cliente. A defesa também já estuda como responder a uma investigação conduzida na Geórgia sobre o possível envolvimento ilegal de Trump nas eleições do estado também em 2020.

Apesar da situação, fontes próximas ao ex-presidente citam que ele não acredita que será indiciado e já pensa na sua possível campanha presidencial em 2024. Até hoje, nunca um ex-mandatário dos Estados Unidos foi indiciado criminalmente, uma hipótese que teria repercussões na próxima corrida eleitoral presidencial.

Nas últimas semanas, uma comissão do Congresso que investiga o ataque ao Capitólio apontou que Trump escolheu não agir para impedir a invasão de 6 de janeiro e concluiu que o republicano deve ser considerado responsável pelo ataque. "Trump ficou sentado assistindo ao ataque na televisão. Ele não fez nada, escolheu não tomar nenhuma atitude", disse o republicano Adam Kinzinger, um dos componentes do comitê.

Em julho, Trump classificou as investigações realizadas pela comissão do Congresso como um "escárnio da justiça".

*Com AFP e Ansa

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