Conteúdo publicado há 7 meses

Primeiro voo da FAB com resgatados da guerra em Israel chega ao Brasil

O primeiro avião da Força Aérea que buscou brasileiros em Israel no quarto dia de guerra no país pousou às 04h07 de hoje na Base Aérea de Brasília, na capital federal.

O que aconteceu

Neste primeiro voo embarcaram 211 passageiros. No total, segundo a Embaixada do Brasil em Tel Aviv, cerca de 1.700 brasileiros pediram ao governo federal para voltar ao país nos voos da FAB — a maioria estaria em Israel para turismo.

O avião que traz os brasileiros é um KC-30 (Airbus A330) — que tem capacidade para 238 pessoas. Os brasileiros foram transportados hoje para o aeroporto Ben-Gurion, em Tel Aviv, em cinco ônibus.

Estão previstos mais cinco voos da FAB com brasileiros vindos de Israel até domingo. De acordo com o Itamaraty, será dada prioridade de atendimento a quem mora no Brasil e não tem passagem aérea comprada — a quem já têm os bilhetes ou condições de comprá-los a recomendação é que embarquem em voos comerciais.

Foi muito gratificante [retornar ao Brasil]. Sabíamos desde o início que estávamos seguros. Ficamos dois dias só rezando esperando a hora de chegar e vir pro Brasil de volta Josué Evangelista, resgatado de Israel

Parte dos brasileiros embarcarão em um novo voo com a FAB com destino ao Rio de Janeiro. Outra parte será levada pela empresa Azul às cidades de destino.

A empresa auxiliará o governo federal providenciando passagens os repatriados chegarem aos seus destinos finais. Todos custos serão bancados pela Azul, segundo a Presidência da República.

Quando as sirenes soam e você vê os anti mísseis sendo disparados e você ouvir os mísseis inimigos sendo bombardeados em cima de você, você sente o tremer da terra, é muito desafiador Francisco Bueno Júnior, brasileiro resgatado da guerra em Israel

Quinto dias de conflito

A guerra em Israel chegou ao quinto dia com ataques na Faixa de Gaza, ao menos 280 bombardeios foram realizados pelas Forças israelenses.

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Segundo informe da Força Aérea de Israel, a casa de parentes de Mohammad Deif, o comandante militar do Hamas, no bairro de Qizan an Najjar, em Khan Younis, foi bombardeada. Ele é chefe da ala militar do grupo extremista e mentor da incursão do grupo ao território nas primeiras horas deste sábado (7).

Meios de comunicação palestinos afirmam que os aviões acertaram a casa do pai de Deif, matando seu filho, seu irmão e a neta do irmão. Ainda não se sabe o número de parentes que estavam na casa em Khan Younis e ficaram presos nos escombros.

Os militares da FDI dizem que os alvos foram atingidos em al-Furqan, batizada em homenagem a uma mesquita na região da cidade. A área foi rotulada como "ninho de terror" usado pelo Hamas para lançar ataques contra Israel.

As Forças afirmam que o bombardeio de hoje é o terceiro ataque aéreo em al-Furqan nas últimas 24 horas. Nos três ataques, os militares afirmam que cerca de 450 alvos foram atingidos no total até agora. Dezenas de caças participaram dos ataques, acrescenta a IDF.

Aviões de guerra atacaram outros 80 alvos na área de Daraj Tuffah, um distrito em Gaza descrito como um "centro terrorista" dos membros do grupo extremista, de acordo com o governo israelense, na noite desta terça-feira (10).

Também foram realizados ataques contra importantes pontos utilizados pela Jihad Islâmica, outro grupo extremista que atua na Palestina, e é aliado ao Hamas, disse as Forças de Defesa.

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Sirenes tocaram na madrugada de hoje alertando sobre a chegada de foguetes em Netiv Ha'asara, uma comunidade israelense ao norte da Faixa de Gaza. Não há relatos, no momento, de feridos ou danos.

O número de mortos na guerra pode ter ultrapassado 3.500. Em Israel, os jornais relatam 1.200 mortos e 2.900 feridos. Já o ministério da saúde da Palestina informa 950 mortos e 4.500 feridos. Além disso, Israel diz ter encontrado 1.500 corpos de soldados do grupo extremista Hamas em território israelense.

Segundo o governo de Israel, até 150 reféns estão em poder do Hamas. Ontem, o grupo palestino ameaçou assassinar os sequestrados se Israel mantivesse os ataques a Gaza, mas não há informação de que estas mortes estejam acontecendo.

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