Conteúdo publicado há 3 meses

Israel ataca hospital turco-palestino de Gaza: 'Desumanos', diz Ancara

O Ministério de Relações Exteriores da Turquia emitiu uma declaração condenando "veementemente o bombardeio" realizado pelas Forças de Defesa do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ao Hospital Oncológico da Amizade Turco-Palestino em Gaza. O ataque ocorreu nesta segunda-feira (30). Não há confirmação de mortes pelos governos.

O que aconteceu

As imagens mostram o terceiro andar do hospital danificado com fumaça saindo do prédio. Também há relatos que o último pavimento foi atingido pelos mísseis. A filmagem foi divulgada pela emissora de TV de Ancara, capital da Turquia, TRT World.

"Não pode haver justificação para tal ataque realizado apesar de todas as informações necessárias, incluindo as coordenadas da instituição terem sido previamente compartilhadas com as autoridades israelenses", disse o comunicado turco.

"O cerco e estes ataques desumanos, que visam privar o povo palestiniano em Gaza dos seus direitos mais básicos, violam claramente o direito internacional", acrescenta a declaração. Segundo a Convenção de Genebra, os ataques a hospitais são estritamente proibidos.

Israel deve parar de atacar em massa os residentes de Gaza, sem discriminação
Governo da Turquia

Os ataques aéreos israelenses em Gaza desde 7 de outubro atingiram repetidamente hospitais. Também nesta segunda-feira, os mísseis israelenses atingiram áreas próximas dos hospitais Al-Shifa e Al-Quds.

No dia 17, um ataque atingiu o Hospital Batista Al-Ahly Arab, localizado no centro da cidade de Gaza, deixando ao menos 500 mortos, afirmou em comunicado o Ministério da Saúde local, administrado pelo Hamas. O grupo extremista acusou Israel e chamou o ato de "genocídio".

Israel, por sua vez, disse que informações de inteligência apontam que o bombardeio ocorreu após um ataque mal sucedido do grupo Jihad Islâmica, também combatido pelo país na região. O grupo chamou a acusação de "mentira" e disse que Israel tenta "encobrir o massacre que cometeram contra civis".

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