Mundo florido: projeto incentiva troca de sementes

  • Semente de abóbora

    Semente de abóbora

Com um espaço em casa, em Florianópolis, a empresária Anaísa Catucci, de 32 anos, decidiu montar uma pequena horta com a ajuda do namorado. Algumas sementes sobraram e ela teve a ideia de presentear conhecidos. Para ver quem tinha interesse, ela fez um postagem nas redes sociais. Em menos de 24 horas já eram mais de 2 mil interessados - muito mais do que as sementes que haviam sobrado.

"Para minha surpresa, a maior parte era de desconhecidos", contou ela. Como gosta de escrever e sentia falta da troca de correspondências, Anaísa havia dito em sua mensagem que enviaria as sementes por cartas, com um recado positivo e orientações para plantio.

Apesar de a ideia inicial ter tomado proporção maior do que esperava, a empresária decidiu que iria enviar as cartas mesmo assim. "Seriam jardins espalhados por aí cheios de gratidão no coração e também na relação com o meio ambiente."

A ideia virou o projeto Sementes pelo Mundo. Ela buscou apoio em grupos de interessados em jardinagem e em troca de cartas. Com a ajuda das redes sociais, já foram organizados mutirões para escrever os textos em Florianópolis, Rio e Palmas. Há também iniciativas de São Paulo e da Bahia, de quem enviou algumas cartas com sementes. Ao todo, mais de 2 mil pessoas se inscreveram para receber as sementes.

Com a grande procura, o projeto ainda não tem sementes para todos, mas procura parceria com produtores e aguarda a germinação. "Queremos enviar sementes orgânicas de urucum, acerola, manjericão, jabuticaba, ipê, hortaliças, flores e pancs (plantas alimentícias não convencionais, como a ora-pro-nóbis)."

Entre os interessados em receber cartinhas, há pais que querem ensinar para os filhos como uma semente se desenvolve, uma banda de música e também pessoas doentes ou que perderam um familiar e encontraram apoio na jardinagem.

Mundo florido

Para a designer Adriana Costa, de 30 anos, participar do projeto foi uma forma de contribuir para um "mundo mais florido". Ela é dona de uma loja em São Paulo e conheceu a iniciativa por um grupo de jardinagem na internet. "Há uns meses, comecei a achar que minha casa estava muito sem graça, sem cor. Decidi montar uma horta vertical e me apaixonei pelo cultivo", afirma ela.

Anaísa conta que não vê a hora de chegar a fase em que todos já tiverem recebido suas cartas e as sementes começarem a germinar. "Quando as mensagens (com esses relatos) chegarem, a roda vai continuar a girar. Essa iniciativa vai se propagar, assim como o processo das sementes", disse. 

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