Cidadãos de países poluidores se preocupam menos com mudanças climáticas

Do UOL, em São Paulo

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Um levantamento global feito logo após a conferência de clima COP-21, realizada entre novembro e dezembro do último ano em Paris, apontou que os cidadãos de países mais poluidores são os menos preocupados com as mudanças climáticas. Enquanto isso, moradores da América Latina foram os que demonstraram maior preocupação com o tema.

De acordo com o instituto Ipsos, empresa global na área de pesquisa de mercado presente em 87 países, apenas três em cada 10 pessoas na China, Estados Unidos e Rússia veem o problema global como "muito sério". As três nações concentram grande parte das emissões de gases poluentes no mundo -- estão em primeiro, segundo e quarto, respectivamente, no ranking de poluidores.

Ainda de acordo com a pesquisa, cidadãos das três nações discordam que será possível eliminar completamente o uso de óleo e de gás nos próximos dez anos. Enquanto na China apenas 48% creem nessa possibilidade, nos Estados Unidos e Rússia o número é ainda menor: 39% e 22%, em cada um.

No período em que a Ipsos realizou a pesquisa, Pequim, na China, emitiu o mais alto alerta de poluição da história do país. Já a Rússia sofreu com o verão mais quente em 130 anos, que destruiu lavouras e causou incêndios. Os Estados Unidos reiteradamente são atingidos por secas, como a grave crise de água na Califórnia.

Diferentemente dos três países, a América Latina foi líder da pesquisa do instituto. Na região, 83% dos cidadãos disseram que o assunto é grave. O brasileiro é um dos mais preocupados: no país, 82% consideram o assunto "muito sério", número que coloca a nação atrás apenas de Colômbia, Peru e Chile no ranking global.

A média global mostra que as mudanças climáticas preocupam a maioria da população mundial: 54% dos questionados no planeta encaram o problema como "muito sério" e 41% creem ser possível reduzir as emissões. O estudo ainda mostrou um aumento do número de pessoas que sentem que a temperatura no planeta está subindo: sete em cada 10, contra 62% em janeiro de 2014. 

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