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G7 aceita ajudar o Brasil a combater as queimadas, diz Macron

Emmanuel Macron, presidente da França - Ludovic Marin/Reuters
Emmanuel Macron, presidente da França Imagem: Ludovic Marin/Reuters

Talita Marchao*

Do UOL, em São Paulo

25/08/2019 08h50Atualizada em 25/08/2019 10h28

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou hoje que o G7, grupo das sete maiores economias do mundo, concordou em ajudar os países afetados, incluindo o Brasil, a combater as queimadas na Amazônia "o mais rápido possível".

"Há uma convergência real para dizer que todos concordamos em ajudar os países afetados por esses incêndios o mais rápido possível", disse Macron, segundo a agência de notícias AFP. Ainda não há detalhes sobre de que forma os países ajudariam os países sul-americanos.

Macron disse que está em contato "com todos os países da Amazônia (...) para que possamos finalizar compromissos muito concretos de recursos técnicos e financeiros". "Estamos trabalhando em um mecanismo de mobilização internacional para ajudar esses países com mais eficiência", disse o chefe de Estado, segundo a agência AFP.

Diante dos pedidos de ajuda, lançados em particular pela Colômbia, "nós devemos estar presentes", disse Macron, que criticou duramente na sexta-feira a "inação" do presidente brasileiro Jair Bolsonaro no combate a este desastre ambiental.

"Respeitando a soberania, nós devemos ter um objetivo de reflorestamento. A importância da Amazônia para esses países e para a comunidade internacional é tão grande em termos de biodiversidade, oxigênio e luta contra as mudanças climáticas que precisamos proceder o reflorestamento", disse o francês.

As imagens da floresta amazônica em chamas provocaram uma comoção global e impulsionaram o assunto na agenda das discussões do G7, apesar da relutância inicial do Brasil por não estar presente na cúpula de Biarritz.

Quanto à questão de longo prazo do reflorestamento na Amazônia, "várias sensibilidades foram expressas em torno da mesa", acrescentou Macron, enfatizando o compromisso dos países com a soberania nacional. "Mas o desafio da Amazônia para estes países e para a comunidade internacional é tal - em termos de biodiversidade, oxigênio, luta contra as mudanças climáticas - que nós precisamos fazer esse reflorestamento", suplicou o presidente francês.

Anfitrião da cúpula do G7, que começou ontem e vai até amanhã em Biarritz, Macron levou o tema das queimadas para o fórum. Macron recebeu os líderes dos Estados Unidos, Donald Trump, da Alemanha, Angela Merkel, do Reino Unido, Boris Johnson, da Itália, Giuseppe Conte, do Japão, Shinzo Abe, e do Canadá, Justin Trudeau.

Com agências internacionais

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