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AGU pede na Justiça R$ 893 mi de desmatadores da Amazônia Legal

Prédio da AGU (Advocacia-Geral da União) em Brasília - Sérgio Moraes/Ascom AGU
Prédio da AGU (Advocacia-Geral da União) em Brasília Imagem: Sérgio Moraes/Ascom AGU

Reuters

25/09/2020 14h58

A Advocacia-Geral da União (AGU) moveu na Justiça 27 ações civis públicas em que cobra 893 milhões de reais de desmatadores da Amazônia Legal com o objetivo de garantir a reparação de danos ambientais causados por infratores a cerca de 35 mil hectares de floresta, informou a assessoria de imprensa do órgão em nota nesta sexta-feira.

A divulgação das ações ocorre após o presidente Jair Bolsonaro ter dito na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas na terça-feira e repetido na quinta-feira em transmissão pelas redes sociais que as queimadas na Amazônia seriam um hábito cultural feito por índios e caboclos.

As ações foram apresentadas pela Força-Tarefa da AGU em Defesa da Amazônia no dia 15 de setembro e pedem a indisponibilidade de bens e valores de 23 réus e 41 responsáveis solidários.

?O objetivo dos bloqueios é garantir que os réus não venham a se utilizar de medidas de ocultação de bens ou dilapidação de patrimônio, de modo a garantir a efetividade do provimento jurisdicional favorável ao final do processo?, disse a coordenadora da força-tarefa, Renata Periquito Cunha, na nota. ?O beneficiário direto é a própria sociedade?, acrescentou.