PF pede mais 15 dias para encerrar investigação sobre ataque a Bolsonaro

Do UOL, em Brasília

  • Raysa Leite/AFP

A Polícia Federal pediu nesta quinta-feira (20) a prorrogação por 15 dias do prazo para a conclusão do inquérito em que é apurada a agressão à faca ao candidato presidencial Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo divulgado pela Polícia Federal, o pedido tem o objetivo de permitir "o encerramento de diligências indispensáveis à finalização do procedimento".

Com isso, é possível que o resultado das investigações seja divulgado próximo ao primeiro turno das eleições, marcado para dia 7 de outubro. O prazo original, apurou o UOL, seria a primeira semana de outubro, mas a PF trabalha sob pressão para terminar o quanto antes.

O pedido foi feito à 3ª Vara Federal de Juiz de Fora (MG), onde tramita o inquérito policial.

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Bolsonaro foi esfaqueado no dia 6 deste mês, durante um ato de campanha, em Juiz de Fora. Uma veia abdominal e os dois intestinos foram atingidos. Ele passou por cirurgia na Santa Casa da cidade e foi transferido para São Paulo no dia seguinte, onde permanece internado.

O agressor, Adélio Bispo, foi preso em flagrante após o ataque.

Uma das linhas de investigação que a Polícia Federal busca esclarecer se o agressor agiu sozinho ou em parceria com outras pessoas.

"Com tais elementos probatórios a serem recolhidos nas próximas semanas, a PF [Polícia Federal] pretende avançar no sentido de caracterizar a autoria e materialidade do ato criminoso, bem como determinar as motivações do agressor e delimitar eventuais co-participações", afirmou a Polícia Federal, em nota divulgada nesta quinta-feira.

Segundo a Justiça Federal de Juiz de Fora, não há decisão ainda sobre o pedido da PF

Até o momento, a Polícia Federal já ouviu 15 testemunhas em depoimentos formais, interrogou o agressor três vezes e realizou cinco perícias. A investigação realizou diligências em sete cidades e contou com medidas, autorizadas pela Justiça, de quebra de sigilos bancário e fiscal.

Em depoimento à Justiça e ao ser interrogado por policiais federais que atuaram em sua prisão, Adélio Bispo admitiu ter sido o autor do atentado contra Bolsonaro. Em uma oportunidade, disse que agiu "a mando de Deus".

O crime está sendo investigado pela Polícia Federal, que instaurará um segundo inquérito para apurar as informações coletadas até o momento, segundo o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

O candidato do PSL é o líder da última pesquisa Datafolha, com 28% das intenções de votos, seguido por Fernando Haddad (PT), com 16%, e Ciro Gomes (PDT), 13%.

Ao longo da semana passada, Bolsonaro demonstrou sinais de evolução e chegou a ser transferido da UTI para a semi-intensiva. Na noite de quarta-feira (12), no entanto, precisou passar por uma cirurgia de emergência por conta de uma obstrução no intestino, voltando à UTI.

Veja como foi o ataque ao candidato Jair Bolsonaro

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