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Política

Defesa deve alegar que sócio de Marcos Valério não estava envolvido no esquema do mensalão

Do UOL, em Brasília

06/08/2012 06h00

A quinta defesa e última defesa dos réus do mensalão nesta segunda-feira (6) deve ser a do ex-sócio de Marcos Valério, o também empresário Ramon Hollerbach.

OS ACUSADOS

  • O STF julga 38 réus acusados de envolvimento no suposto esquema do mensalão; veja quem são

Parceiro do publicitário Marcos Valério nas agências SMP&B, Graffiti e DNA, Hollerbach é descrito na denúncia da Procuradoria Geral da República como integrante do “núcleo operacional e financeiro” da quadrilha que operava o suposto esquema de compra de parlamentares no Congresso durante o governo Lula.

Ele será representado no tribunal pelo advogado Hermez Guerrero.

De acordo com a denúncia, Hollerbach atuou na ocultação do destino dos recursos usados para cooptação de parlamentares, endossou cheques de empréstimos para o PT, simulou contratos com o Banco Rural e o BMG e ordenou via doleiros os pagamentos feitos no exterior ao marqueteiro Duda Mendonça.

Em sua defesa, Hollerbach nega envolvimento no esquema. Ele confirma os empréstimos ao PT, mas diz que não sabia o destino real do dinheiro. Afirma que, quando ele entrou como sócio, as empresas envolvidas no mensalão já estavam constituídas, e ele não tinha envolvimento com as questões financeiras, cuidando apenas da parte publicitária do negócio.

Hollerbach é acusado de formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato (desvio de dinheiro público), lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Dia a dia do julgamento

Infográfico

  • Arte/UOL

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O julgamento do mensalão está dividido em duas fases. Na primeira, que começou nesta quinta-feira (2), o relator do processo, o ministro Joaquim Barbosa, leu uma síntese do seu relatório, com os argumentos dos 38 réus e da acusação, a Procuradoria-Geral da República. Na sexta-feira (3),o procurador-geral, Roberto Gurgel, fez a sua manifestação e apresentou provas da existência do esquema.

Nos dias seguintes, os advogados dos 38 réus terão uma hora cada um para fazer a apresentação da defesa. A previsão é que a primeira fase aconteça nos dias 2, 3, 6, 7, 8, 9,10, 13 e 14 de agosto. Com duração de cinco horas, as sessões começarão sempre às 14h.

A última fase será destinada à leitura do voto de cada um dos 11 ministros do STF, que irão revelar se absolvem ou condenam os réus. Nesta etapa, as sessões devem ocorrer nos dias 15, 16, 20, 23, 27 e 30 de agosto, a partir das 14h, mas sem horário para terminar.

O primeiro a votar será o relator, seguido do revisor do processo, o ministro Ricardo Lewandowski. A partir daí, a votação segue por ordem inversa de antiguidade, da ministra Rosa Weber, a mais nova na Corte, até o ministro decano, Celso de Mello. O último a votar será o presidente do STF, ministro Ayres Britto.

Entenda o dia a dia do julgamento

Se o julgamento precisar se estender até setembro, as datas das novas sessões deverão ser publicadas no Diário da Justiça.

Nesta segunda-feira, devem apresentar sua defesa, nesta ordem, o ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, o ex-presidente do PT,  José Genoino, o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares, o publicitário Marcos Valério, articulador do suposto esquema, e Ramon Hollerbach.

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