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Dilma anuncia 27 "casas da mulher" e quer tolerância zero para violência

Dilma Rousseff participa de sessão solene do Congresso Nacional. Ela foi abraçada e parou para tirar fotos - Geraldo Magela/Agência Senado
Dilma Rousseff participa de sessão solene do Congresso Nacional. Ela foi abraçada e parou para tirar fotos Imagem: Geraldo Magela/Agência Senado

Camila Campanerut

Do UOL, em Brasília

27/08/2013 12h59Atualizada em 27/08/2013 14h12

Em sessão solene do Congresso Nacional, a presidente Dilma Rousseff defendeu nesta terça-feira (27) "tolerância zero" para agressões à mulher. "Tolerância zero com a violência contra a mulher é o compromisso básico de qualquer sociedade." Ela anunciou ainda a construção de 27 abrigos para as mulheres vítimas de violência doméstica, uma  em cada uma das unidades da federação.

A presidente pediu ainda que os crimes sejam punidos com rigor. "Sem impunidade, diminui a violência."

Violência contra mulher deve envergonhar a todos, diz Dilma

Durante a cerimônia, a presidente recebeu o relatório final da CPI (Comissão Parlamentar Inquérito) sobre a violência contra mulher, concluída em março deste ano.

“Essa sessão especial em que comemoramos os sete anos da Lei Maria da Penha, eu queria dizer que este relatório honra estes sete anos e mostra que nos avançamos e me orgulha muito”, afirmou Dilma.

"[Violência contra mulher] esse é um crime que deve envergonhar tanto os homens quanto as mulheres. É uma luta que une famílias e gerações. Tolerância zero com a violência contra a mulher é o compromisso básico de qualquer sociedade”

A última visita de Dilma aos congressistas havia ocorrido em março do ano passado, também para tratar da questão de gênero. Ela recebeu o prêmio Bertha Lutz, concedido a indicadas que contribuíram para a ampliação dos direitos femininos e do espaço das mulheres na sociedade, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher e aos 80 anos do voto feminino.

Dilma recebeu um documento com 1.045 páginas com a descrição de 13 propostas que se tornaram projetos de lei, que já tramitam no Congresso: metade delas no Senado e o restante na Câmara dos Deputados.

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