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Irmão de Dirceu e 5 presos da Lava Jato em SP são transferidos para Curitiba

Luiz Eduardo Oliveira e Silva (centro), irmão do ex-ministro José Dirceu, deixa a sede da Polícia Federal em São Paulo - Gabriela Biló/Estadão Conteúdo
Luiz Eduardo Oliveira e Silva (centro), irmão do ex-ministro José Dirceu, deixa a sede da Polícia Federal em São Paulo Imagem: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

Da Agência Brasil

03/08/2015 16h44

Seis investigados na 17ª etapa da operação Lava Jato que foram presos nesta segunda-feira (3) em São Paulo estão em deslocamento para a sede da Polícia Federal em Curitiba. De acordo com a superintendência do órgão na capital paulista, entre eles está Luiz Eduardo, irmão de José Dirceu, que foi preso em Ribeirão Preto. Ele é apontado pela PF como laranja do ex-ministro, e responsável por receber recursos de empreiteiras com contratos com a Petrobras, mesmo depois de iniciada a operação Lava Jato. O nome dos demais não foi informado.

Esta fase da Operação Lava Jato foi denominada Pixuleco, em alusão ao termo utilizado pelos acusados para denominar a propina recebida em contratos. Os mandados de prisão preventiva e temporária, além de condução coercitiva, foram cumpridos em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

A atual etapa da operação cumpre medidas cautelares em relação a pagadores e recebedores de vantagens indevidas. Entre os crimes investigados estão corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Entre os presos preventivamente hoje (3), está o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, que foi levado para a sede da Polícia Federal em Brasília. O juiz federal Sérgio Moro pediu autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para transferir Dirceu para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde estão presos outros investigados na Operação Lava Jato. A autorização é necessária, porque Dirceu cumpre pena em regime aberto por ter sido condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

A defesa de José Dirceu informou que irá se manifestar após ter acesso aos documentos que motivaram a prisão. Nas últimas semanas, Dirceu apresentou pedidos de habeas corpus preventivo para evitar uma prisão, mas os pedidos foram negados pela Justiça Federal.

Na ocasião, o advogado Roberto Podval argumentou que a eventual prisão do ex-ministro não se justificava, pois ele está colaborando com as investigações desde o momento em que passou a ser investigado na Lava Jato, alegando que José Dirceu é alvo de uma “sanha persecutória”.

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