Alan Marques/Folhapress

Processo de impeachment

'Os senhores serão nossos libertadores dessa prisão', diz autor do impeachment

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

Ao falar em defesa da abertura do processo de impeachment pela Câmara dos Deputados, o jurista Miguel Reale Júnior, um dos autores da denúncia contra a presidente Dilma Rousseff, afirmou que os deputados serão os "libertadores" do povo brasileiro.

"Os senhores serão nossos libertadores dessa prisão", disse, próximo ao encerramento de sua manifestação.

* Acompanhe pelo link http://zip.net/bls77W (URL encurtada e segura) a sessão na Câmara que decide o impeachment

O advogado discursou por cerca de 25 minutos. A Câmara dos Deputados começou nesta sexta-feira (15) a discutir a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Em seguida, falou o ministro da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, em defesa da presidente. Ele defendeu que o impeachment "coloca o povo na periferia da história". Superada esta etapa, começam a falar deputados indicados para representar cada um dos partidos. É esperado que essa etapa se alongue até a noite.

Reale também buscou mostrar que as chamadas pedaladas fiscais e os decretos de suplementação orçamentária são práticas graves contra a economia do país e devem ser considerados crimes de responsabilidade praticados pela presidente.

"As pedaladas não são um mero problema de ordem contábil e administrativa. Foram um recurso utilizado para esconder da nação a situação falimentar do Tesouro Nacional", disse. "E repetem que não há crime. Eu quero perguntar qual é o crime mais grave: um presidente que coloca em seu bolso uma quantia, ou uma presidente, pela ganância pelo poder, não vê limites?", afirmou Reale Júnior.

A autorização para a abertura do processo de impeachment será votada no domingo. Se receber o apoio de 342 dos 513 deputados, o processo segue ao Senado, que também decide se abre ou não investigação contra a presidente. Apenas se o Senado aceitar o processo Dilma é afastada temporariamente do cargo, até o fim do julgamento pelo Senado.

A denúncia do impeachment acusa Dilma de ter praticado as chamadas pedaladas fiscais e de ter publicado decretos aumentavam a previsão de gastos do governo sem autorização do Congresso Nacional.

As pedaladas consistem no atraso de repasses a bancos públicos, o que fazia com que as instituições financeiras tivessem que arcar com o pagamento de programas federais. Segundo a denúncia, a prática mascarou os resultados negativos das contas do governo nos anos de 2014 e 2015, o que contribuiu para agravar a crise econômica.

Arte/UOL

Placar do Impeachment do Senado

Levantamento diário do jornal "O Estado de S. Paulo" mostra como os senadores estão direcionando seus votos para o impedimento ou não da presidente Dilma Rousseff.

Para ver o placar atualizado, acesse o endereço: http://zip.net/brs8JB (URL encurtada e segura).

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