Rio: protesto pede "diretas já" e faz enterro simbólico de Temer

Paula Bianchi

Do UOL, no Rio*

Manifestantes se reúnem no Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira (18), em protesto contra o presidente Michel Temer. O protesto pede, além da saída de Temer do governo, a realização de eleições diretas. O nome do ato, convocado pelas redes sociais, é "Diretas JÁ! - O povo tem que decidir!". Com um caixão à frente do ato, manifestantes fazem um enterro simbólico de Temer e das reformas propostas por seu governo.

Eles cantam, "olé olá, diretas já! Fora Temer!". Silvia Mendonça, que integra o Movimento Negro Unificado, ajudava a carregar o caixão e gritava: "Essa alma merece ser exterminada". O caixão foi trazido por um grupo que reúne os movimentos negro, LGBT e feminista. "Quem carrega o caixão são os braços que mais sofrem", diz Silvia.
 
Por volta das 19h10, milhares de manifestantes, que se concentraram na Igreja da Candelária, no centro da capital fluminense, tomavam a avenida Rio Branco e se deslocavam sentido Cinelândia. Às 18h, os manifestantes haviam fechado duas faixas da avenida Presidente Vargas, sentido Central do Brasil, e o cruzamento com a avenida Rio Branco.
 
O protesto, que é acompanhado por policiais militares, é pacífico. Manifestantes mascarados também acompanham a passeata. O ator Wagner Moura e o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol) participam do ato.
 
Além dos cartazes de Fora Temer, há bandeiras da CTB, UJS, PCdoB, CUT, First e do movimento Povo Sem Medo. Palavras de ordem como "eu já falei, vou repetir, é o povo que tem que decidir" são embaladas por percussionistas.

Marco Antonio Teixeira/UOL

Para o militante Ventura, 60, que veio ao ato com uma faixa em que se lê "Diretas Já", a queda do presidente Michel Temer é inevitável e é preciso debater uma mudança constitucional. "Esse Congresso contaminado não tem condições de eleger um presidente. Precisamos dissolvê-lo e convocar eleições gerais", afirma.
 
"Não mais sobre 'Fora Temer', mas sobre 'Diretas Já'."
 

Vaias durante pronunciamento de Temer

 
Em um bar na Cinelândia, também na região central, frequentadores que acompanharam o pronunciamento de Temer na tarde de hoje vaiaram quando o presidente afirmou, em discurso transmitido ao vivo por emissoras de TV, que não renunciaria ao cargo (assista o vídeo abaixo).
 
Em outros pontos da cidade, também houve panelaços e gritos contra Temer durante o pronunciamento. Havia expectativa de que o presidente renunciasse, mas Temer afirmou que não teme nenhuma delação e que não vai renunciar.
 
Os panelaços foram ouvidos em bairros da zona sul, como Ipanema e Humaitá, e também na Barra da Tijuca, na zona oeste. Pelas janelas e mesmo na rua, pessoas gritaram palavras de ordem contra o presidente - "Fora Temer" foi a mais comum.
 
*Com informações da Agência Estado
 

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