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Apontado como operador do PMDB, Funaro deixará Papuda para prisão domiciliar

Foto: Agência Brasil
Imagem: Foto: Agência Brasil

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

19/12/2017 13h43Atualizada em 19/12/2017 14h18

O corretor de valores e delator Lúcio Funaro vai cumprir prisão domiciliar por decisão do juiz da 10ª Vara Federal Vallisney de Souza Oliveira. Ele deve deixar o presídio da Papuda, em Brasília, e seguir para sua casa no interior de São Paulo.

A ida para a prisão domiciliar estava prevista no acordo de colaboração assinado por Funado com o MPF (Ministério Público Federal).

A delação de Funaro levantou suspeitas contra líderes do PMDB e ajudou a sustentar a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB)

Funaro afirmou que o empresário da JBS Joesley Batista fazia pagamentos mensais para que ele não fechasse um acordo de delação. Segundo a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República), os pagamentos de Joesley receberam o aval do presidente Temer. O presidente afirma não ter cometido irregularidades.

Funaro também disse em sua delação que o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) teria recebido ao menos R$ 20 milhões em propina. Segundo o delator, o ex-ministro recebia dinheiro em malas entregues pessoalmente por ele. A defesa de Geddel tem negado as suspeitas contra o ex-ministro.

Outro importante político do PMDB na mira da delação de Funaro é o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ambos são réus numa ação sobre desvios em financiamentos do FI-FGTS, fundo de investimentos ligado à Caixa Econômica.

Uma das acusações de Funaro foi a de ter comprado para Cunha um apartamento do ex-jogador de futebol Vampeta. Cunha negou a acusação. 

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