Janot critica Cármen Lúcia e Temer após encontro em Brasília: "perplexidade"

Do UOL, em São Paulo

  • Pedro Ladeira/Folhapress

    O presidente Michel Temer se encontrou com a presidente do STF, ministra Cármen Lucia, neste sábado (10)

    O presidente Michel Temer se encontrou com a presidente do STF, ministra Cármen Lucia, neste sábado (10)

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot usou as redes sociais para criticar a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, e o presidente Michel Temer (MDB) após um encontro dos dois na casa da ministra, em Brasíia, neste sábado (10)

"Causa perplexidade que assuntos republicanos de tamanha importância sejam tratados em convescotes matutinos ou vespertinos", disse ele, em um post publicado no Twitter, ao destacar uma matéria sobre o encontro.

A reunião foi marcada por Temer com o objetivo oficial de discutir segurança pública, especificamente a intervenção federal no Rio de Janeiro, e a situação dos presídios brasileiros.

Mas o encontro com Cármen foi mais uma oportunidade para o peemedebista apresentar uma defesa contra a inclusão de seu nome no inquérito que apura suspeitas de repasses de propinas da Odebrecht para campanhas eleitorais do PMDB em troca de favorecimento à empresa. 

No último dia 5 de março, o ministro do STF Luís Roberto Barroso determinou a quebra do sigilo bancário do presidente Michel Temer na investigação de supostos crimes na edição de um decreto do setor portuário. Essa foi a primeira vez que um presidente da República tem os seus dados financeiros abertos por decisão judicial durante o exercício do mandato. 

Temer, que tem se queixado de que o texto constitucional foi desrespeitado ao ter seu sigilo bancário quebrado, disse durante a semana que "a Constituição revela, em seu texto, as regras basilares do Estado de Direito". 

Na semana passada, Temer enviou uma carta à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, com artigos contrários à investigação de presidentes por fato estranho ao mandato. Entre eles, um parecer do professor Ives Gandra da Silva Martins, em que o jurista argumenta, interpretando o artigo 86 da Constituição, que "o Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções".

Pouco antes de deixar o cargo de procurador-geral, em setembro de 2017, Janot apresentou uma segunda denúncia contra Temer ao Supremo Tribunal Federal acusando-o de integrar o "quadrilhão do PMDB".  A denúncia pedia ao STF que investigasse o peemedebista por corrupção, obstrução de Justiça e organização criminosa a partir de elementos da delação do doleiro Lúcio Funaro e do sócio da JBS Joesley Batista. 

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