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Bolsonaro diz não descartar Malta para ministério, mas pastora é favorita

WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
Jair Bolsonaro (PSL) participa da cerimônia de formatura de oficiais da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), em Resende Imagem: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Gabriel Sabóia

Do UOL, em Resende (RJ)

01/12/2018 13h24

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou neste sábado (1º) que não descarta a nomeação do senador Magno Malta (PR) para o Ministério da Família e Direitos Humanos --a futura pasta também pode ficar responsável pelas questões relativas aos direitos das mulheres. No entanto, Bolsonaro reconheceu que a favorita para ocupar o cargo é a advogada e pastora evangélica Damares Alves.

"O Magno Malta é um cidadão cumpridor dos seus deveres, uma pessoa extremamente qualificada, que eu não sei o porquê de não ter sido reeleito (Magno Malta não conseguiu se reeleger pelo Espírito Santo nas últimas eleições). E nós precisamos atender o Brasil como um todo. Quero o Magno Malta do meu lado, mas para estar ao meu lado precisa ser ministro. No Ministério da Família, ele pode se habilitar. Mas, hoje, a Damares está á frente", afirmou o eleito, sem citar outros cargos que Magno Malta poderia, eventualmente, ocupar.

Bolsonaro também citou o nome do agrônomo Xico Graziano entre os "cinco ou seis cotados para o Ministério do Meio Ambiente". De acordo com o pesselista, as dificuldades em escolher os responsáveis pelas duas pastas restantes está na qualificação das pessoas indicadas. Com as escolhas, Bolsonaro fecharia em 22 o número de ministérios, após ter prometido cerca de 15 na campanha.

Ao falar do perfil que procura para o Meio Ambiente, o presidente eleito voltou a dizer que o nomeado irá trabalhar pela preservação do meio ambiente, mas respeitará a produção agrícola.

"Não haverá mais brigas entre o Meio Ambiente e a Agricultura. O Ibama multa de forma industrial quem está no campo. Não podemos maltratar quem produz. Eu sou um defensor do meio ambiente, mas as coisas precisam ser feitas com responsabilidade", afirmou.

Bolsonaro participa de formatura na escola em que se formou

As declarações foram dadas pelo presidente eleito na cidade de Resende, no sul fluminense, onde ele acompanhou, neste sábado (1°), a cerimônia de formatura dos aspirantes a oficiais da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras).

Bolsonaro, que se formou na Aman em 1977, foi recebido com entusiasmo por familiares dos militares presentes ao evento. Ao lado do vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão (PRTB) e do futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, quebrou o protocolo do cerimonial ao se juntar aos formandos, em meio à entrega das espadas.

Bolsonaro tirou fotos com os militares e se disse feliz por voltar ao local. "Eu venho todo ano a esta cerimônia. Eu devo quase tudo na minha vida ao Exército Brasileiro. Como não me emocionar?", perguntou.