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Lula faz parte do meu passado, diz Moro

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

04/12/2018 14h22Atualizada em 04/12/2018 17h52

O futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou nesta terça-feira (4) que os processos relativos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fazem parte de seu passado.

A declaração foi dada ao ser questionado por jornalistas sobre como avalia a possibilidade de o STF (Supremo Tribunal Federal) julgar hoje um pedido de habeas corpus formulado pela defesa do petista.

ATUALIZA: Julgamento de habeas corpus é suspenso por pedido de vista

“A questão relativa ao ex-presidente Lula pertence à Justiça, não ao futuro ministério. Isso faz parte do meu passado. Não tenho nenhum comentário a fazer a esse respeito”, disse.

No julgamento desta terça-feira, a defesa do ex-presidente contesta a imparcialidade de Moro nos processos da Operação Lava Jato que o futuro ministro conduziu na Justiça Federal no Paraná. A tese é sustentada com base no fato de Moro ter aceitado o convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para ser ministro da Justiça.

Lula está preso na superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde 7 de abril deste ano após ter a condenação confirmada pela segunda instância da Justiça no caso do tríplex.

Moro defende Onyx

Questionado sobre a decisão do ministro Edson Fachin, do STF, que determinou a abertura de processo para apurar o suposto pagamento de caixa dois ao deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), Moro afirmou que "já me manifestei anteriormente” e que "as indagações devem ser dirigidas a ele [Onyx]".

“Assisti de perto o grande esforço que ele [Onyx] realizou para a aprovação [do projeto] das 10 medidas contra a corrupção do Ministério Público. Ocasião na qual ele foi abandonado pela grande maioria dos seus pares por razões que não vêm aqui ao caso, mas ele demonstrou naquela oportunidade o comprometimento pessoal com custo político significativo para a causa anticorrupção. Ele tem minha confiança pessoal em relação de trabalho”, declarou Moro.

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