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Moro nega intenção de deixar ministério: "Não entrei no governo para sair"

26.ago.2019 - O ministro Sergio Moro em visita à sede da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro - Wilton Junior/Estadão Conteúdo
26.ago.2019 - O ministro Sergio Moro em visita à sede da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro Imagem: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

29/08/2019 11h09

O Ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou que, apesar de passar de uma fase delicada em relação ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), não entrou no governo para sair. A fala foi ao programa "Em Foco", que vai ao ar na quarta-feira (4), na GloboNews.

Ao programa, o ministro disse ainda não se arrepender de ter deixado a magistratura e especulou sobre o que fará depois de ser ministro.

Quando questionado se ficaria todo o período previsto para o mandato, Moro diz: "Estou realizando um trabalho com o presidente... É uma possibilidade. O pessoal fica com essas especulações todas e eu odeio isso. O meu destino me pertence. Eu vou tomar minhas decisões no momento oportuno. Posso simplesmente acabar esses outros anos e pedir o boné e, sei lá, ir para a iniciativa privada, sumir por um tempo... Ninguém tem um destino traçado. Quem toma decisão sou eu, assim como saí da magistratura. Foi uma decisão difícil, mas achei que era a decisão que tinha que tomar na ocasião. Não me arrependo dela. O que vou fazer daqui a três anos? Não sei".

Depois, é questionado mais especificamente: "Daqui para 2022 você está no governo?". Ele responde: "É possível, é possível. (...) Possível, não, é provável: eu não entrei no governo para sair. Entrei no governo para ficar".

Moro tem passado por um momento delicado em relação a Bolsonaro. Na semana passada, o presidente afirmou que pode trocar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), subordinada ao Ministério da Justiça, e que é ele, e não Moro, quem indica o comando do órgão.

O ministro da Justiça e Segurança Pública afirmou ontem que não pretende ser candidato a nenhum cargo político. "Eu não tenho nem o perfil. Vim para uma missão técnica e estou focado no meu trabalho como ministro. O candidato para 2022 será o presidente Jair Bolsonaro. É impróprio pensar algo diferente." disse em entrevista à GloboNews.

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