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Conversas da Lava Jato apontam lavagem para o Grupo Silvio Santos

Divulgação / Sbt
Imagem: Divulgação / Sbt

Do UOL, em São Paulo

29/08/2019 11h20

O operador financeiro e delator Adir Assad teria lavado dinheiro para o Grupo Silvio Santos. O esquema teria acontecido nas décadas de 1990 e 2000 e envolvia contratos fraudados de patrocínio esportivo. A informação foi divulgada hoje pelo jornal Folha de S.Paulo, que, em parceria com o site The Intercept Brasil, analisa mensagens entre procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato.

Depoimentos de Assad foram compartilhados entre membros do MPF (Ministério Público Federal) por meio do aplicativo de mensagens Telegram. Eles integram o acordo de colaboração do operador com a Procuradoria.

De acordo com Assad, um dos contatos dentro do Grupo Silvio Santos era Daniel Abravanel, sobrinho do apresentador de televisão e empresário Silvio Santos.

Os valores envolvidos tinham relação com a Fórmula Indy, competição automobilística. Na época, final da década de 1990, o SBT, emissora do apresentador, "tinha necessidade à época de fazer um caixa paralelo, mas não sabe dizer com qual finalidade", relatou a Folha.

O esquema teria movimentado R$ 10 milhões. Assad disse ter firmado contratos superfaturados de patrocínio entre suas empresas e pilotos da Fórmula Indy e da categoria Indy Lights

Já na década de 2000, o esquema envolveria a Fórmula Truck, outra competição automobilística, e que teria contratos de imagem e patrocínio. Segundo Assad, uma pequena parte dos valores contratados era transferida para os pilotos. O restante do dinheiro era devolvido ao SBT. Uma parte era entregue em espécie a um diretor financeiro do Grupo Silvio Santos.

As acusações envolvendo o Grupo Silvio Santos estão na versão final do acordo de delação de Assad, de 2017 e já homologado pela Justiça. A apuração do caso está sob sigilo, diz a Folha.

Procurados pelo jornal, o SBT e o Grupo Silvio Santos afirmaram, em uma nota, que não poderiam se manifestar sobre o tema porque "desconhecerem o teor da delação" de Assad. As empresas também ressaltam que "sempre pautaram suas condutas pelas melhores práticas de governança e dentro dos estritos princípios legais".

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