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STJ aceita representação de Luis Nassif contra Wilson Witzel por ameaça

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) - André Melo Andrade/Am Press & Images/Estadão Conteúdo
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) Imagem: André Melo Andrade/Am Press & Images/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

27/11/2019 08h51

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou a representação do jornalista Luis Nassif contra o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), por ameaça.

A representação foi motivada após o jornalista tomar conhecimento que o governador o havia denunciado na Polícia Civil por "crime de injúria". Ele nega que tenha ofendido o político.

Em maio deste ano, Witzel publicou um vídeo em suas redes sociais onde aparece dentro de um helicóptero, sobrevoando comunidades em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, em uma operação da Polícia Civil contra a criminalidade. "Vamos botar fim na bandidagem", diz ele no vídeo. Em um momento, os policiais desferem rajadas de fogo contra as casas. As balas atingiram uma tenda de orações, que estava vazia no momento.

O uso de helicópteros para disparar rajadas vai contra uma normativa publicada em outubro pela extinta Secretaria de Segurança Publica do RJ, que determinava diretrizes para a atuação das polícias fluminenses durante operações.

"Denunciei essa conduta do governador - que chamei genericamente de genocida - e disse que, por conta desses fatos, ele ainda responderá como réu nas cortes internacionais, pois se trata de um crime não sujeito a prescrição", escreve o jornalista na representação.

Nassif ainda relata que a polícia enviou cartas em endereços antigos para que ele fosse depor. Como ele não compareceu, no último dia 7 de novembro ele relata que "policiais armados" foram até a sua casa entregar uma intimação para que ele comparecesse à Polinter (Serviço de Polícia Interestadual). Para o jornalista, toda a ação teve o objetivo de intimidá-lo e constrangê-lo.

A ação foi enviada ao procurador-Geral da República, a Augusto Aras.

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