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Jornal: gabinete de ex-secretário tinha frase alemã e cruz dos templários

Roberto Alvim, ex-secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro - Reprodução/Facebook
Roberto Alvim, ex-secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL, em São Paulo

17/01/2020 17h04

O gabinete de Roberto Alvim, secretário especial da Cultura que foi demitido hoje pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), tinha um desenho de uma cruz dos templários com a inscrição "Cultura, base da Pátria" ao lado, de acordo com o jornal O Globo.

O jornal, que teve acesso ao gabinete de Alvim pouco antes de o ex-secretário ser exonerado, descreveu o desenho como uma cruz dos templários. A imagem foi feita em um bloco preso a um cavalete. A cruz foi o símbolo utilizado pela Ordem dos Templários, ordem militar religiosa de cavalaria que existiu na Idade Média. Além da cruz, havia uma frase em alemão: "Wo ist der design?" ("onde está o design?)".

Ainda segundo O Globo, uma outra folha tinha uma figura semelhante a um dos personagens de Henfil, a Graúna, com a legenda "Mandioca no Bombril".

Já na mesa de Alvim estava uma cruz de Lorena, símbolo medieval da resistência, honra e fé cristãs, e um boneco mascarado em miniatura com os olhos vermelhos. De acordo com O Globo, trata-se de "O Doutrinador", personagem de autoria do quadrinista Luciano Cunha que persegue políticos corruptos em Brasília.

Alvim foi demitido por Bolsonaro após o ex-secretário gravar um vídeo com discurso quase idêntico ao do ideólogo nazista Joseph Goebbels. A fala teve ampla repercussão negativa entre autoridades do País e na comunidade judaica nesta manhã, o que contribuiu para a rápida demissão do secretário. O governo federal já formalizou a exoneração no Diário Oficial da União (DOU).

Alvim foi nomeado secretário de Cultura em novembro, semanas após ofender a atriz Fernanda Montenegro nas redes sociais. Ele já estava no governo desde junho, como diretor do Centro das Artes Cênicas da Fundação Nacional das Artes (Funarte).

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