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Coronavírus

Maia diz que não vale garantir atividade econômica com perda de mais vidas

Reprodução - 9.mar.2020/Instagram/rodrigomaiarj
Imagem: Reprodução - 9.mar.2020/Instagram/rodrigomaiarj

Do UOL, em São Paulo

18/03/2020 10h05

Presidente da Câmara, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse, em entrevista ao jornal O Globo, que a prioridade do Brasil durante a crise pela disseminação do novo coronavírus deve ser em salvar vidas.

A declaração repercute a posição do presidente Jair Bolsonaro, que ontem manifestou preocupação também com a questão econômica em meio à pandemia, dizendo que o Brasil viverá um caos se parar.

"A pergunta é: vale, pela garantia da atividade econômica, a perda de vidas? Essa é a pergunta que a gente tem que fazer. Do meu ponto de vista, não. A prioridade são as vidas. Se as vidas vão atingir a atividade econômica, precisamos priorizar as vidas. Até porque, se essa crise entrar com muita força no Brasil, as pessoas vão para casa do mesmo jeito", disse.

Para Rodrigo Maia, a população já percebeu a gravidade da situação diante do que aconteceu em outros países como a Itália e a China. Na avaliação do presidente da Câmara, cabe ao Estado construir soluções econômicas.

"As pessoas estão vendo, nos outros países, que para sobreviver ao vírus, é preciso ficar em casa. Primeiro, o que vale é a vida. Na economia, o Estado tem condições de garantir a estrutura mínima de sobrevivência do setor produtivo e, junto com os governadores, construir as soluções", afirmou.

Na entrevista, Rodrigo Maia ainda disse que não é intenção da Câmara deixar Jair Bolsonaro isolado em um momento de crise.

"Não, de jeito nenhum. Nós não falamos em isolamento. Quem falou em isolamento dele foram os médicos, inclusive o próprio Ministério da Saúde. Isolamento para a proteção da saúde dele, não isolamento dele em relação aos outros Poderes. Nós sempre estivemos prontos para dialogar, e já mostramos, tanto eu, quanto o presidente (do Senado) Davi (Alcolumbre), a nossa responsabilidade com a pauta prioritária para o Brasil", disse.

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