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Bolsonaro vai a pé ao STF para reunião de última hora com Toffoli

Hanrrikson de Andrade e Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

07/05/2020 11h50Atualizada em 07/05/2020 17h21

Fora da agenda oficial, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu ir na manhã de hoje ao STF (Supremo Tribunal Federal). O trajeto foi por ele a pé, ao lado de ministros e empresários. A visita ocorre em meio a uma guerra institucional entre Executivo e Judiciário. O Planalto ainda não forneceu detalhes.

De acordo com a assessoria de comunicação do STF, Bolsonaro comparece a reunião marcada de última hora com o chefe da Corte, o ministro Dias Toffoli. A pauta seria o impacto da pandemia do coronavírus na economia do país.

Bolsonaro é acompanhado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e por vários empresários e representantes do setor industrial. O mandatário chegou ao Supremo volta de 11h45.

Por medida de segurança e também em razão do coronavírus, a imprensa não foi autorizada a entrar no STF. Imagens e informações serão divulgadas pela TV Justiça.

Durante a semana, Bolsonaro atacou o ministro Alexandre de Moraes, autor da liminar que impediu a posse de Alexandre Ramagem, amigo pessoal do presidente, à frente da Polícia Federal.

Segundo auxiliares que cercam o mandatário, ele chegou a cogitar descumprir a decisão, porém recuou e acabou nomeando o delegado Rolando de Souza.

Na esteira da guerra institucional entre os poderes, Bolsonaro trava no âmbito do Supremo um duelo com o seu ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que desembarcou do governo acusando o presidente de intervir na Polícia Federal.

Bolsonaro exigiu a exoneração do ex-diretor-geral da PF Maurício Valeixo e pediu a Moro que escolhesse Ramagem como substituto. Na versão do ex-juiz da Lava Jato, não havia motivo para a alteração de comando. O relato dá a entender que o chefe do Executivo teria cobrado a troca por finalidade meramente pessoal.

O ex-ministro também acusou Bolsonaro de querer acesso a informações de investigações em curso e a relatórios de inteligência, o que não é permitido pela legislação.

Devido ao conteúdo das declarações de Moro, um inquérito foi aberto no Supremo Tribunal Federal para apurar se houve ou não irregularidade na conduta de Bolsonaro. A postura do ex-ministro também está sob investigação.

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