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Bolsonaro elogia ações da PF do RJ após troca no comando: 'Tem gente presa'

Do UOL, em São Paulo

19/05/2020 20h02

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), reiterou hoje não ter acesso a informações privilegiadas de investigações da Polícia Federal.

A declaração, feita durante uma transmissão em redes sociais, diz respeito às declarações feitas pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, ao anunciar sua saída da pasta em 24 de abril. Na ocasião, Moro afirmou que Bolsonaro tentava influenciar politicamente a troca do comando da Superintendência da PF no Rio de Janeiro e da diretoria-geral do órgão.

"No Rio de Janeiro, já tem gente presa", disse hoje Bolsonaro, em referência à Operação Favorito, que apura denúncias na área da saúde do governo de Wilson Witzel (PSC). "Minha continência para a Polícia Federal. Eu não tenho informação privilegiada, como o pessoal acha que eu tenho, mas a PF no Rio está indo para cima."

Para a direção-geral da PF, Bolsonaro nomeou Rolando Alexandre de Souza depois que Alexandre Ramagem, primeira indicação, teve a nomeação barrada pelo STF. O novo nome também enfrentou resistência judicial, mas atualmente está mantido.

Segundo Bolsonaro, caberá ao novo diretor-geral da PF definir quem assume a Superintendência do Rio de Janeiro.

"Eu indiquei, está na lei, o superintendente, o senhor Rolando Alexandre, e ele tem carta-branca. Qualquer troca é ele que vai fazer. Eu falei lá atrás que a PF tinha que ter liberdade para trabalhar. Não impus nenhum nome e já tem operações no Rio de Janeiro", disse.

"Um empresário falou uma coisa aí (em referência à entrevista de Paulo Marinho à Folha de São Paulo, na qual afirmou que o senador Flávio Bolsonaro soube antecipadamente da Operação Furna da Onça), o MPF e a Polícia Federal vão investigar o que ele tem razão ou não. O que eu vi, e eu era só um deputado na época, o presidente era o Michel Temer, mas que eles adiaram a operação porque não podia prender ninguém na época de eleições", completou.

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