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Diretor de site de Olavo de Carvalho sofre buscas da PF

Eduardo Militão

Do UOL, em Brasília

27/05/2020 14h25Atualizada em 27/05/2020 18h03

Um diretor de um site criado pelo polemista Olavo de Carvalho é investigado no inquérito das fake news do Supremo Tribunal Federal (STF). O ensaísta Bernardo Kuster foi alvo de mandados de busca e apreensão em operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (27).

Segundo o ministro do Supremo Alexandre de Moraes, "os documentos e informações juntados até o momento aos autos fornecem sérios indícios da prática de crimes, dentre outros investigados, por (...) Bernardo Pires Kuster". Moraes conduz o inquérito das fake news, que apura ofensas, ataques e ameaças contra ministros do STF.

Carvalho é considerado uma espécie de "guru" para integrantes do Palácio do Planalto. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tinha um livro dele na mesa quando fez seu primeiro discurso como presidente eleito, ao lado de um exemplar da Bíblia e da Constituição.

O diretor do site de Carvalho protestou contra a ação da PF e do Supremo. "Apreender meu celular e meu MacBook é tirar meu ganha-pão; é como retirar o caminhão de um motorista e ou a toga de um juiz", disse.


Publicações de Kuster em redes sociais foram usadas no inquérito. Em 11 de novembro de 2019, ele citou Gilmar Mendess como "sapão" e o presidente do STF, Dias Toffoli. "Quando o Sapão cair, iremos ao próximo: Toffoli"

Em 1º de maio, ele se voltou contra o ex-ministro da Justiça Sergio Moro e o próprio Moraes em "interferência jurídica" no governo de Bolsonaro - o STF suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem no comando da Polícia Federal.

"Eu expliquei que esse tipo de interferência jurídica no governo federal iria ocorrer por causa da ação midiático-política de Sérgio Moro, que ganhou força mediante a decisão monocrática de Alexandre de Moraes para suspender a nomeação do diretor da PF."

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