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Zambelli nega vazamento e rebate Maia sobre 'bola de cristal' em ação da PF

22.abr.2019 - A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) em sessão solene na Câmara dos Deputados - Michel Jesus/ Câmara dos Deputados
22.abr.2019 - A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) em sessão solene na Câmara dos Deputados Imagem: Michel Jesus/ Câmara dos Deputados

Do UOL, em São Paulo

10/06/2020 17h00

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) rebateu o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que disse hoje mais cedo que aliada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem "bola de cristal" para saber ações da Polícia Federal (PF). Para ela, basta "assistir aos jornais" e "acompanhar os gastos públicos" para saber disso.

Um dia antes da operação da PF deflagrada contra o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), a deputada aliada ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), anunciou em entrevista que viriam operações contra governadores. Segundo ela, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), também seria alvo.

"Isso se chama assistir aos jornais e acompanhar os gastos públicos. São os bilhões e bilhões que eu sei que foram enviados aos Estados", escreveu Zambelli no Twitter, como resposta a Maia, e afirmou novamente estar disposta a entregar seu celular e abrir sigilo na investigação.

"Eu não sabia das operações específicas. Só sabia que há muito dinheiro público envolvido em vários Estados, principalmente nos que fazem oposição ao presidente. Estou disposta a entregar meu celular e abrir meu sigilo. Pode abrir para ver que eu não tenho essas informações."

Deputada também rebateu Doria

Mais cedo, Zambelli já tinha rebatido o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes na tarde de hoje, chamou a parlamentar de "Mãe Dináh".

A afirmação de Doria foi em referência ao fato de Zambelli ter dito que governadores entrariam na mira da Polícia Federal um dia antes de a PF fazer uma operação que teve como um dos alvos o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Na manhã de hoje, governador do Pará, Helder Barbalho (MDB) também foi alvo de operação da PF.

"Não sou Mãe Dináh, mas prevejo, sim, que seu destino na vida pública será enterrado, pois o povo já sabe quem é o senhor", afirmou Zambelli em nota enviada à imprensa na tarde de hoje, na qual destaca Doria como "ainda" governador de São Paulo.

Sobre a declaração de que a deputada estaria "engraxando as botas do militares e do seu chefe", o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Zambelli afirmou que tem respeito pelo Exército Brasileiro e ao Presidente da República.

"Gratidão não deveria prescrever, governador, mas lealdade é algo que você desconhece", afirmou. Durante a campanha eleitoral de 2018, Doria foi um dos principais apoiadores de Bolsonaro para a presidência.

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