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Maia pede diálogo a Bolsonaro e critica influência de "lunáticos" no MEC

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia - AMANDA PEROBELLI
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia Imagem: AMANDA PEROBELLI

Do UOL, em São Paulo

05/07/2020 21h15

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) precisa se afastar de radicais ideológicos para poder governar. Em entrevista ao canal GloboNews, Maia criticou a influência de "lunáticos" nas decisões do Planalto, especialmente em relação ao MEC.

Maia, que nunca escondeu suas desavenças com o ex-ministro Abraham Weintraub, afirmou que "o país está há um ano e meio sem ministro da Educação". Ele afirmou que o secretário de Educação Renato Feder poderia ter sido um bom nome para comandar a pasta, mas que foi prejudicado por pressões da "área ideológica".

Neste domingo, Feder afirmou que recusou convite de Bolsonaro para assumir o MEC. Ligado a partidos do chamado "centrão", o nome de Feder não foi bem recebido por olavistas e por políticos de igrejas evangélicas.

Para Maia, Bolsonaro tem razão ao prestigiar setores da sociedade que o ajudaram a chegar à Presidência, mas precisa entender que há pessoas ao seu entorno que defendem uma agenda antidemocrática que prejudicam o governo.

Cobrança por diálogo

Rodrigo Maia afirmou que Bolsonaro precisa dialogar mais com os outros Poderes e pactuar uma agenda capaz de superar a crise econômica e política. "Temos muitos problemas a serem resolvidos, precisamos sentar à mesa e resolver."

O presidente da Câmara elogiou a articulação política comandada pelo general Luiz Eduardo Ramos, ministro-chefe da Secretaria de Governo.

Prioridade à reforma tributária

Maia reforçou o desejo de pautar a reforma tributária nesta semana. Ele afirmou que a reformulação do sistema de impostos e contribuições é fundamental para retomar investimentos e melhorar a gestão dos gastos públicos.

O presidente da Câmara deixou claro que não vai apoiar qualquer tributo semelhante à antiga CPMF, que era cobrada sobre movimentações financeiras. "[Com CPMF] se resolve um problema mas se cria outra. Se reduz o custo daqui e cria-se outro tributo, que atrapalha a economia e que é regressivo", disse.

Ele defendeu que a reforma deve ser concentrada na reformulação dos impostos sobre o consumo, na tributação da renda e do patrimônio.

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