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Presidente do MDB fala sobre saída do centrão: 'não significa ruptura'

"O MDB reafirma a sua independência ao sair deste bloco, que na verdade só existiu para a indicação dos membros da CMO", afirmou Baleia Rossi - Bruno Poletti/Folhapress
"O MDB reafirma a sua independência ao sair deste bloco, que na verdade só existiu para a indicação dos membros da CMO", afirmou Baleia Rossi Imagem: Bruno Poletti/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

27/07/2020 19h01

O deputado Baleia Rossi (SP), presidente e líder do MDB na Câmara dos Deputados, oficializou hoje a saída do partido do bloco do centrão e negou que isso represente uma ruptura com o grupo.

"O MDB reafirma a sua independência ao sair deste bloco, que na verdade só existiu para a indicação dos membros da CMO (Comissão Mista de Orçamento). Não significa uma ruptura, pelo contrário, temos um bom diálogo com todos os partidos do centro, mas eu fui eleito presidente nacional do MDB com essa posição de independência", afirmou, em entrevista à CNN Brasil.

Rossi também negou que o partido tenha decidido sair do bloco pensando em lançar um candidato para a presidência da Câmara — a eleição deve acontecer em 2021.

Ele argumentou que o principal motivo para deixar o centrão foi burocrático: saindo do bloco, o MDB volta a poder fazer requerimentos que fortaleçam sua atuação na Casa.

"Regimentalmente, o MDB, ao sair do bloco majoritário, tem uma série de requerimentos a que volta a ter direito, como pedido de urgência, orientação, encaminhamento. São questões regimentais que fortalecem a atuação do MDB na Câmara. Não existe nenhum tipo de ruptura, queremos trabalhar juntos com esses partidos do centro, principalmente nas pautas econômicas."

O MDB, que tem 35 cadeiras da Câmara dos Deputados, não foi o único a deixar o bloco liderado por Arthur Lira (PP-AL). O DEM também saiu do centrão — ao todo, o grupo perdeu 63 deputados.

Com a mudança, o bloco que atua como base informal de Jair Bolsonaro (sem partido) fica com PL, PP, PSD, Solidariedade, PTB, Pros, Avante. Mesmo assim, o centrão continua sendo o maior grupo da Casa.

O centrão não é uma instituição formal — esse é o nome dado a um grupo de partidos de centro que atuam de forma conjunta e coesa em diferentes temas na Câmara. Esse tipo de movimento político acontece desde a década de 1990.

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