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RJ: governador em exercício diz que F. Bolsonaro ligou e ofereceu apoio

Senador Flávio Bolsonaro, do Republicanos, em Brasília -
Senador Flávio Bolsonaro, do Republicanos, em Brasília

Do UOL, em São Paulo

31/08/2020 13h15Atualizada em 31/08/2020 19h38

O senador Flavio Bolsonaro (Republicanos) ligou para o governador em exercício do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PSC), e ofereceu apoio, após Wilson Witzel (PSC) ser afastado do cargo.

Castro relatou a conversa em seu Twitter. "Recebi agora há pouco uma ligação do senador Flavio Bolsonaro, que se colocou à disposição para ajudar o Estado do Rio de Janeiro na renovação do Regime de Recuperação Fiscal. Diálogo! Todos pelo Rio!", postou ele.

O estado do Rio aderiu ao Regime no governo de Michel Temer, para suspensão do pagamento da dívida com a União com a contrapartida de que se estabeleça medidas de ajuste fiscal. O acordo tinha 3 anos de validade e é renovável por mais três, mas sua aprovação está pendente, já que é preciso averiguar se o Rio cumpriu seus termos.

Flávio Bolsonaro é investigado pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) por suposto esquema de rachadinha em seu gabinete quando deputado na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).

Para o senador afirmou que Witzel, estava se "recusando a reconhecer que o Rio não fez o dever de casa". "Parece que o Cláudio vai adotar outra postura, mais humilde, realista e colaborativa", disse o filho do presidente Jair Bolsonaro, rival político do governador afastado do Rio.

Logo após seu afastamento do governo do Rio por 180 dias, Wilson Witzel (PSC) sugeriu que a decisão tenha relação com a escolha pelo governador do novo chefe do MP-RJ no final do ano.

"Por que 180 dias? Em dezembro, tenho de escolher o novo procurador-geral de Justiça", afirmou Witzel. Se o afastamento de Witzel for mantido, a escolha caberá ao governador em exercício, Cláudio Castro, de quem Flávio dá sinais de aproximação.

O afastamento

O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), afastou na sexta-feira (28) Witzel do cargo por suspeita de receber R$ 554 mil em propina de empresários da saúde com contratos com o governo fluminense. Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu retomar o andamento do processo de impeachment de Witzel.

O governador foi denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público, a propina foi paga pelos empresários Gothardo Lopes e Márcio Peixoto, empresários que mantinham negócios com o setor de saúde.

Um dia depois de ser afastado do cargo de governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) passou mal. O governador foi ao hospital na manhã de sábado (29). Depois, voltou à residência oficial, no Palácio das Laranjeiras.

"Após ser atendido e passar por exames, foi diagnosticado com infecção, medicado e liberado em seguida, retornando para o Palácio Laranjeiras", informou a assessoria do PSC.

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